Em Destaque Especiais

Rússia inicia bombardeios na Ucrânia

A agência de notícias estatal Tass confirmou que o exército russo deu início nesta quinta-feira (24/02/2022) aos bombardeios no território da Ucrânia, mas garantiu que os ataques têm apenas como alvo bases aéreas ucranianas e outras áreas militares, não zonas povoadas.

O presidente Wladmir Putin declarou que Moscou buscará a “desmilitarização e desnazificação” da Ucrânia. Ele pediu ainda ao exército ucraniano que deponha armas. “Aqueles militares do exército ucraniano que atenderem a essa demanda estarão livres para deixar a zona de operações de combate e retornar às suas famílias”, afirmou. 

O chefe russo alertou que toda a responsabilidade por um possível derramamento de sangue “repousará inteiramente no regime governante da Ucrânia”. Putin também alertou contra tentativas de intervenção estrangeira. “Quem quer que tente criar obstáculos para nós, muito menos representar ameaças ao nosso país e ao nosso povo, deve saber que a resposta da Rússia seguirá sem demora e acarretará consequências que você nunca encontrou em sua história. Estamos preparados para qualquer marcha. Todas as decisões necessárias nesse sentido serão tomadas”, disse.

O presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky declarou que seu país cortou relações diplomáticas com a Federação Russa após o ataque que teve início às 5h da manhã. O ataque teria sido feito pelas fronteiras com Rússia, Bielorrússia e Crimeia. O Exército ucraniano diz ter abatido cinco aviões russos e um helicóptero, segundo as agências Reuters e AFP.

Primeira reação ocidental

Imediatamente depois disso, o presidente dos EUA, Joseph Biden, fez uma declaração por escrito, na qual culpou a Rússia pelo que descreveu como “uma guerra premeditada que trará uma perda catastrófica de vidas e sofrimento humano”, e advertiu que “os Estados Unidos e seus aliados e parceiros responderão de forma unida e decisiva.”

Biden disse que ainda nesta quinta-feira faria um discurso especial para anunciar novas medidas contra a Rússia que Washington e seus aliados tomariam. O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, disse que uma reunião dos países membros da aliança considerará os efeitos das ações da Rússia em relação à Ucrânia.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: