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Recusa por vacina mais barata e desmentido pelo TCU: o dia de Bolsonaro

Em um único dia, é revelado que presidente recusou a compra de vacinas da farmacêutica Pfizer a um custo menor e que documento apresentado por ele sobre mortes pela Covid-19 era falso

Segundo reportagem dos jornalistas Fernando Canzian e Natália Cancian, na edição desta segunda-feira (07/06/21) da Folha de S.Paulo, o governo Bolsonaro recusou a compra de vacinas da farmacêutica Pfizer a um custo cerca de 50% menor do que foi oferecido aos Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia. Cerca de 70 milhões de doses poderiam ter sido entregues a partir de dezembro por US$ 10 cada.

Segundo o jornal, países como EUA e Reino Unido pagaram US$ 20 dólares a dose da vacina, o dobro do valor recusado pelo Brasil durante vários meses em 2020. Na União Europeia, as doses do laboratório norte-americano custaram US$ 18,60. Mesmo assim, o preço foi considerado alto pelo então ministro, Eduardo Pazuello, em agosto de 2020.

TCU desmente Bolsonaro

Em outro episódio no dia, o Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou um nota nesta segunda desmentindo uma declaração dada pelo presidente nesta manhã a seus apoiadores no cercadinho do Palácio do Alvorada. O mandatário afirmou que divulgaria um relatório “em primeira mão” do tribunal onde, segundo ele, seria revelado que cerca de metade das mortes registradas em 2020 por Covid-19 não teriam sido pela doença. O que, é claro, não era verdade.

“O TCU esclarece que não há informações em relatórios do tribunal que apontem que ‘em torno de 50% dos óbitos por Covid no ano passado não foram por Covid’, conforme afirmação do Presidente Jair Bolsonaro divulgada hoje”, diz mensagem publicada pelo órgão em seu perfil oficial no Twitter. De acordo com o Jornal Nacional desta noite, o documento apresentado pelo presidente é falso.

Foto: Alan Santos/PR

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