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Polícia Federal faz operação para prender ex-ministro do governo Bolsonaro

A Polícia Federal faz operação para prender o ex-ministro Milton Ribeiro e pastores envolvidos em escândalo de tráfico de influência com recursos públicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta (22/06/2022), operação policial “Acesso Pago”, que investiga a prática de tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos públicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, vinculado ao Ministério da Educação. O ex-ministro Milton Ribeiro e um dos pastores flagrados cobrando propina foram presos.

As suspeitas de desvios em recursos do FNDE, que teriam sido praticados quando o MEC tinha à frente o ministro Milton Ribeiro, foram também alvo de inspeção do Tribunal de Contas da União (TCU), em abril, após a divulgação de um áudio em que ele disse favorecer prefeituras de municípios ligados aos pastores Arilton Moura e Gilmar Silva, que teriam atuado como intermediários junto aos municípios na liberação de recursos, em troca de pagamento de propina. O caso culminou com a exoneração de Milton Ribeiro e também levou à abertura de inquérito no STF e na PF, além de uma fiscalização extraordinária do próprio TCU.

Estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e 5 prisões nos Estados de Goiás, São Paulo, Pará, além do Distrito Federal. Outas medidas cautelares diversas, como proibição de contatos entre os investigados e envolvidos, também foram efetuadas.

O crime de tráfico de influência tem pena prevista de 2 a 5 anos de reclusão. São investigados também fatos tipificados como crime de corrupção passiva (2 a 12 anos de reclusão), prevaricação (3 meses a 1 ano de detenção) e advocacia administrativa (1 a 3 meses).

Bolsonaro

A operação deflagrada hoje foi comentada hoje pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) durante entrevista à Rádio Itatiaia, retransmitida nas redes sociais do presidente. “Se teve prisão [do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro], é por causa da [atuação da] PF. É sinal de que ela está agindo. Ele que responda pelos atos dele”, disse o presidente.

A declaração, porém, contrasta com as palavras ditas pelo presidente logo que o caso veio à tona. “Milton, coisa rara de falar aqui: eu boto a minha cara no fogo pelo Milton, minha cara toda no fogo pelo Milton, estão fazendo uma covardia com ele!”, declarou Bolsonaro em live pelas redes sociais.

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