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Ministério da Saúde suspende compra de vacina investigada pela CPI da Pandemia

O Ministério da Saúde informou nesta terça-feira (29/06/21) a suspensão temporária do contrato de compra da vacina indiana Covaxin. Em nota, a pasta justificou que a medida foi tomada por recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU).

Segundo o Ministério da Saúde, a CGU não encontrou irregularidades no contrato, mas o Ministério decidiu suspender “por compliance para uma análise mais aprofundada do órgão de controle [CGU]”. O governo havia negociado a compra de 20 milhões de doses da Covaxin. No dia 16 de junho a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação da Covaxin e Sputnik V em caráter excepcional, mas com ressalvas.

Investigação

A suspensão ocorreu dias depois do depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do deputado Luís Miranda (DEM-DF) e de seu irmão, chefe de importação do Ministério da Saúde, Luís Ricardo Miranda. Na ocasião, o chefe de importação do Ministério relatou pressões atípicas para a contratação da Covaxin e problemas no processo de importação, como a tentativa inicial de pagamento adiantado e o uso de uma empresa que não estava listada no contrato. O caso é investigado também pelo Ministério Público Federal. Entenda aqui.

CanSino

Outra vacina envolvida na mesma polêmica também teve seu processo de entrada no Brasil suspensa. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, na noite dessa segunda-feira (28/06/21), que encerrou o processo de análise da autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental, da vacina chinesa da CanSino. A decisão tomada, por unanimidade, pela diretoria colegiado do órgão após um desacordo entre a fabricante chinesa e sua representante no Brasil.

Com informações da Agência Brasil. Foto: Alan Santos/PR

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