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Manifestações a favor de Bolsonaro têm público abaixo do esperado

Atualizada às 17h15

As manifestações antidemocráticas a favor do presidente Jair Bolsonaro mobilizaram público abaixo do esperado até o momento. Na manhã desta terça-feira (07/09/21) manifestantes se reuniram na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Embora os organizadores esperassem até um milhão de pessoas, segundo dados do aplicativo MapChecking, ferramenta que ajuda a estimar e verificar o número máximo de pessoas em pé em uma determinada área, o número não passou de 77 mil.

Os apoiadores, que são representantes de grupos como evangélicos, caminhoneiros, agricultores e motoqueiros, chegaram na véspera do feriado e se alojaram em acampamentos na região central da capital. Todos portavam cartazes pedindo intevenção militar (o que é crime), além da prisão de ministros do Supremo e outros pedidos golpistas.

Por volta das 10h da manhã, o presidente Jair Bolsonaro falou para uma multidão na capital federal, em cima de um carro de som, e voltou a ameaçar o Supremo Tribunal Federal. Mais cedo, Bolsonaro sobrevoou a Esplanada e depois acenou para apoiadores em cima de uma caminhonete.

Ontem, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) agiu de maneira indolente e permitiu que manifestantes furassem o bloqueio na Esplanada. Eles retiraram as barreiras de contenção da PMDF e abriram caminho para carros de passeio, caminhões e ônibus entrarem na Esplanada. O bloqueio foi restabelecido mais tarde.

São Paulo

Em São Paulo, um número maior de manifestantes protestaram a favor do presidente. A Polícia Militar divulgou estimativas de 135 mil pessoas, número considerado menor do que o esperado, já que o movimento contou com caravanas de todo o país. Em seu discurso na Avenida Paulista, Bolsonaro promoveu diversos ataques às instituições democráticas. Ele afirmou que não vai mais cumprir as decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Dizer a vocês, que qualquer decisão do senhor Alexandre de Moraes, esse presidente não mais cumprirá. A paciência do nosso povo já se esgotou, ele tem tempo ainda de pedir o seu boné e ir cuidar da sua vida. Ele, para nós, não existe mais”, afirmou. Em sua fala, Bolsonaro também voltou a atacar o sistema eleitoral brasileiro, outros integrantes do STF e governadores e prefeitos que tomaram medidas de combate ao coronavírus.

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