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Casos de Síndrome Respiratória Aguda seguem aumentando em diversos estados

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda (SRAG) na população adulta seguem aumentando em diversos estados ao final do mês de abril. A informação consta no o novo Boletim InfoGripe da Fiocruz divulgado nesta quinta-feira (12/05/2022). O mais preocupante é que casos de Covid-19 pararam de cair e correspondem a 37% nas últimas quatro semanas.

Os casos associados ao vírus sincicial respiratório (VSR) segue sendo a maior entre os vírus testados, correspondendo a 41,2% do total de casos de SRAG com resultado laboratorial positivo para vírus respiratório entre os casos das últimas quatro semanas, ainda que esteja fundamentalmente restrito a crianças pequenas. Referente à Semana Epidemiológica (SE) 18 (período de 1 a 7 de maio de 2022), o estudo tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 9 de maio. 

O pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, ressalta que por conta do sinal de possível aumento de casos na população adulta, recomenda-se atenção especial na rede laboratorial em todo o território nacional para identificação adequada de qual(is) vírus está(ão) associados a essa mudança de tendência recente, em particular para diferenciação entre casos de Sars-CoV-2 (Covid-19) e Influenza A (gripe). “No momento, os casos de Covid-19 seguem sendo a principal causa de SRAG entre os casos com identificação laboratorial na população adulta. A curva nacional de SRAG tem sinal de crescimento nas tendências de longo (últimas 6 semanas) e curto prazo (últimas 3 semanas).  A estimativa é de 5,0 (4,3 – 5,8) mil casos na semana 18”.  

Na presente atualização, 17 das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento nos casos de SRAG na tendência de longo prazo: AC, AL, AM, AP, CE, MA, MS, MT, PA, PR, RJ, RN, RO, RR, RS, SC e TO. Em Minas Gerais, há sinal de crescimento apenas na tendência de curto prazo. Entre as capitais, 17 das 27 apresentam indício de crescimento na tendência de longo prazo: Boa Vista (RR), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), São Luís (MA) e Vitória (ES).

Com informações da Agência Fiocruz

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