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Caminhoneiros bolsonaristas paralisam rodovias em protesto contra eleição

Atualizada às 16h50

Após o anúncio da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República em segundo turno, na noite desse domingo (30/10/2022), grupos de caminhoneiros protestam com bloqueios em rodovias em 14 estados do país. Segundo informações do governo do Amazonas, há registro de bloqueio em trecho da BR-174, em Manaus. A Polícia Militar está na área.

No Rio de Janeiro, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informa que as ocorrências começaram por volta de 00h30 e ainda permanecem nesta manhã. A BR-116 segue com bloqueios na região de Barra Mansa, no sul fluminense. Segundo a concessionária CCR RioSP, que administra o trecho da rodovia, o tráfego está interrompido entre os quilômetros 281 e 298 na pista sentido Rio, “devido a manifestação de caminhoneiros”, assim como entre os quilômetros 272 e 281 no sentido São Paulo.

A PRF informa que, no norte fluminense, houve interdição no início da manhã no quilômetro 64 da BR-101, em Campos dos Goytacazes, com queima de pneus. O protesto começou por volta das 5h e às 6h30 a via já havia sido liberada pelos agentes.

Por voltas das 7h, porém, mais manifestantes se dirigiram à região e, segundo a PRF, foram registrados atos de vandalismo. De acordo com vídeos publicados nas redes sociais, o protesto é contra o resultado da eleição e, em alguns locais, há pedido de intervenção militar.

No oeste da Bahia, manifestantes também queimaram pneus e bloquearam a BR-020 com caminhões no Município de Luís Eduardo Magalhães. Há registros de outros focos de protestos em Santa Catarina, na Grande Florianópolis, e Joinville, no Norte do Estado. Também há registros de manifestações em Brasília e no Rio Grande do Sul.

CNT se manifesta contra ação

Em nota, a Confederação Nacional do Transporte (CNT), entidade de representação das empresas de transporte no Brasil, se posicionou contrariamente a esse tipo de intervenção. A entidade afirmou que respeita o direito de manifestação de todo cidadão, entretanto defende que ele seja exercido sem prejudicar o direito de ir e vir das pessoas.

“Além de transtornos econômicos, paralisações geram dificuldades para locomoção de pessoas, inclusive enfermas, além de dificultar o acesso do transporte de produtos de primeira necessidade da população, como alimentos, medicamentos e combustíveis”, disse a CNT.

“Nesse sentido, a CNT tem convicção de que as autoridades garantirão a circulação de pessoas e de bens por todo o País com segurança, entendendo que qualquer tipo de bloqueio não contribui para as atividades do setor transportador e, consequentemente, para o desenvolvimento do Brasil”, concluiu a nota.

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