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Bolsonaro indica recondução e Aras deve ganhar novo mandato na PGR

Bolsonaro indicou a recondução do atual procurador-geral da República, Augusto Aras, para um novo mandato à frente da PGR. E mesmo atuando como escudo do presidente, Aras deve conseguir, após ter dado tiro de misericórdia na Lava Jato

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta terça-feira (20/07/²1) que indicou o atual procurador-geral da República, Augusto Aras, para um novo mandato de dois anos à frente do órgão. Indicado pelo próprio Bolsonaro em 2019, Aras terminará o mandato em setembro.

Aras ainda precisa ser novamente sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e, se aprovado, a recondução ainda deverá ser votada pelo plenário, por maioria simples. Se confirmado para um novo mandato, ele ficará no cargo até 2023.

Com a indicação de Aras, Bolsonaro deixou de lado a lista tríplice apresentada por representantes do Ministério Público Federal (MPF) em eleição interna. Os indicados eram os subprocuradores Luiza Frischeisen, Mario Bonsaglia e Nicolao Dino. A lista do MPF não tem força legal e não precisa ser seguida pelo presidente da República na indicação, mas era uma prática que vinha sendo adotada pelos antecessores de Bolsonaro.

Análise

Apesar de atuar como Protetor Geral do Presidente e não procurador da República, ao ignorar dezenas de crimes de responsabilidade cometidos por Bolsonaro ao longo de seu mandato, Aras não deverá ter problemas em ser reconduzido ao cargo. Simplesmente porque oferece proteção ao Congresso.

Vale lembrar, por exemplo, que foi basicamente ele quem deu o tiro de misericórdia na Operação Lava Jato em 2020, livrando a cúpula de partidos como o MDB e o PP do aprofundamento dos trabalhos da Força-Tarefa. Mais que isso: se colocou como inimigo do que chamou de “lavajatismo”. Por conta disso, deve ser aprovado sem sustos.

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