Eleições 2022 Em Destaque

Congresso terá mulheres trans, indígenas e trabalhadores sem-terra

A próxima Legislatura, que começa em 2023, terá um número menor de mulheres nas cadeiras do Senado: 10. Mas também foram eleitas mulheres trans, mulheres indígenas e trabalhadores sem-terra para o Congresso Nacional. No início da Legislatura anterior, em 2019, eram 12.

Apenas quatro senadoras foram eleitas nas eleições deste ano: Damares Alves (Republicanos-DF), Professora Dorinha (União-TO), Teresa Leitão (PT-PE) e Tereza Cristina (PP-MS). Pela primeira vez na história, o Parlamento terá duas deputadas trans: Erika Hilton (Psol-SP) e Duda Salabert (PDT-MG). Erika é atualmente vereadora na cidade de São Paulo e Duda Salabert é vereadora em Belo Horizonte.

Das atuais dez titulares, seis mantêm-se no cargo até 2027. Somadas às eleitas, serão 10 senadoras a partir de 2023 (12,3% do total de parlamentares). O número pode se alterar caso o senador Jorginho Mello (PL-SC) seja eleito governador, o que tornaria titular a senadora Ivete da Silveira (MDB-SC).

Em 2018 — quando havia duas vagas em disputa para o Senado — foram eleitas sete senadoras, e uma suplente assumiu. Com isso, eram previstas 12 senadoras para iniciar as atividades em 2019. Já em 2014, quando também só foi aberta uma vaga por estado, foram eleitas cinco senadoras, uma a mais do que no atual pleito.

No momento, seis senadoras suplentes estão na ativa. Duas estão em mandatos que se encerram em fevereiro de 2023 e as outras quatro podem deixar o Senado com o retorno dos titulares.

Representantes

Permanecem nos cargos de senadoras até 2027 Daniella Ribeiro (PSB-PB), Eliziane Gama (Cidadania-MA), Leila Barros (PDF-DF), Mara Gabrilli (PSDB-SP), Soraya Thronicke (União-MS) e Zenaide Maia (Pros-RN).

Duas das atuais senadoras que disputaram a reeleição não obtiveram êxito: Rose de Freitas (MDB-ES) e Kátia Abreu (PP-TO). Janeiro de 2023 também é o fim de mandato para Simone Tebet (MDB-MS), que disputou a Presidência da República, e Maria do Carmo Alves (PP-SE), que teve três mandados consecutivos nas cadeira de senadora, totalizando 24 anos na Casa, mas que não concorreu desta vez.

A depender dos titulares, podem permanecer em atividade, além de Ivete da Silveira, as senadoras suplentes Eliane Nogueira (PP-PI), Margareth Buzetti (PP-MT) e Maria das Vitórias (PSD-AC). Deixam o Senado Nilda Gondim (MDB-PB) e Mailza Gomes (PP-AC).

Novas deputadas

Na Câmara dos Deputados, a bancada feminina será maior que a atual. Em 2018, foram eleitas 77 mulheres (15% do total de deputados). Neste ano, foram 91 deputadas eleitas, o que representa 17,7% do total.  Apesar do aumento, ainda há sub-representação feminina no Parlamento em relação aos dados globais.

A participação das mulheres nos parlamentos é de 26,4% em média, segundo a União Interparlamentar (UIP), organização global que reúne 193 países. Ranking da mesma instituição coloca o Brasil no 146° lugar na participação de mulheres na política, entre os 193 países analisados.

Indígena e trabalhadoras sem-terra

Sônia Guajajara foi eleita deputada federal pelo Psol de São Paulo. Ela é formada em letras e enfermagem e é coordenadora-executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e integrante do Conselho da Iniciativa Inter-religiosa pelas Florestas Tropicais do Brasil.

Já a professora ativista indígena Célia Xakriabá foi eleita deputada federal pelo Psol de Minas Gerais. Sua pauta é a defesa dos territórios indígenas e de ações que atenuem as mudanças climáticas. Foi da primeira turma de educação indígena da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2013.

Também foram eleitos como deputados federais Valmir Assunção (PT-BA) e Marcon (PT-RS), eles são integrantes do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST).

Com informações da Agência Senado

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