Amazônia Covid-19

Um novo colapso de oxigênio em Manaus não é impossível

A tragédia do colapso no fornecimento de oxigênio em Manaus completou um ano nesta sexta-feira (14/01/22), trazendo traumas vivenciados pela população à tona. Tudo isso no mesmo momento em que a cidade vive novo aumento explosivo nos casos de Covid-19. O pior é que, segundo informações apuradas pelo Vocativo, uma repetição da tragédia não é algo impossível.

Em nota enviada ao site, a White Martins, empresa que fornece oxigênio para a rede hospitalar do estado, afirmou que consumo atual de oxigênio nas unidades de saúde públicas e privadas atendidas pela empresa no Amazonas é de 11,4 mil metros cúbicos por dia. O número representa cerca de um sexto do registrado em janeiro de 2021, quando o volume consumido chegou a 71 mil por dia.

O problema é que as plantas da companhia em Manaus só são capazes de produzir 36 mil metros cúbicos por dia, mais que o dobro do consumo total dos clientes medicinais e industriais, que somam 14,7 mil metros cúbicos por dia nos dois segmentos. No entanto, mesmo essa produção máxima é pouco mais da metade do que chegou a ser necessário no pico de janeiro de 2021.

O governo do Amazonas anunciou ao longo de todo o ano de 2021 a aquisição e distribuição de miniusinas de oxigênio para a rede hospitalar do estado. O problema é que nesse intervalo de tempo surgiu um desafio ainda mais sério na pandemia: a variante Ômicron. Muitos especialistas no mundo inteiro consideram essa versão do coronavírus o vírus mais transmissível na história da humanidade, ultrapassando o sarampo.

Vale lembrar que o pico de 2021 foi causado pela variante Gama, que mais tarde foi superada em transmissibilidade pela Delta. A Ômicron, por sua vez, é mais transmissível que ambas, além de ser capaz de escapar parcialmente da proteção das vacinas usadas atualmente, sendo que apenas 3 doses oferecem proteção adequada. O cenário fica ainda mais preocupante com o fato do Amazonas não ter alcançado 70% da sua população com duas doses.

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