Covid-19

Covid-19: sintomas da Ômicron se parecem com os da gripe

Um estudo publicado pela King’s College de Londres no último dia 16 de dezembro na plataforma de publicações científicas The BMJ (antes conhecido como British Medical Journal) aponta que os sintomas da Covid-19 causada pela variante Ômicron do coronavírus são mais parecidos com os de uma gripe comum. A mudança pode estar causando confusão com os sintomas causados pela variante Darwin do vírus Influenza.

Os pesquisadores observaram os sintomas relatados por usuários de Londres no aplicativo utilizado para notificar casos de Covid-19 usado no Reino Unido. Os cinco principais sintomas mais relatados foram coriza, dor de cabeça, fadiga (leve ou grave) , espirros e dor de garganta. A região foi escolhida para o estudo devido à sua maior prevalência da Ômicron do que em outras partes do país.

Foram comparadas amostras de casos das duas últimas variantes prevalentes no país. Em uma semana em que o Delta era dominante, foi colhida uma amostra de 363 casos de 3 a 10 de outubro de 2021, enquanto os dados mais recentes mostraram 847 casos de 3 a 10 de dezembro de 2021, quando a Ômicron já predominava. A análise inicial não encontrou diferenças claras entre ambas nos primeiros sintomas (três dias após o teste).

Com a conclusão, as autoridades de saúde britânicas foram aconselhadas a atualizar sua lista de sintomas da Covid-19 para orientar melhor a população. Apesar disso, o governo ainda lista febre, tosse e perda do olfato ou paladar – que eram os mais comuns com outras variantes – como os sintomas ​​a serem observados.

Como diversos países do mundo se encontram em meio a epidemias de gripe causadas por outra variante de outro vírus, a Darwin do Influenza, além do avanço da vacinação contra a Covid-19, que acaba tornando os sintomas mais leves em virtude da proteção, é possível que muitos casos estejam sendo confundidos.

Embora os sintomas iniciais da Covid-19 causada pela Ômicron se pareçam mais com os de uma gripe comum e alguns estudos recentes tenham sugerido que essa variante pode ser menos virulenta, ainda é cedo para tal conclusão. A cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, disse na última segunda-feira (20/12/21) que é cedo demais para se concluir que a variante Ômicron do coronavírus é mais amena do que as outras cepas. Na avaliação dela, a variante pode deixar pessoas doentes o suficiente para “sobrecarregar” os sistemas de saúde.

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