Covid-19

Covid-19: Fiocruz aponta aumento da linhagem BA.2, subvariante da Ômicron

A Rede Genômica Fiocruz divulgou, nesta sexta-feira (08/04/2022), uma nova atualização de dados dos resultados obtidos pela vigilância sobre as linhagens e variantes do vírus Sars-CoV-2 no Brasil. De acordo com as informações compiladas pela fundação, a variante Ômicron substituiu completamente a Delta no país, enquanto há uma tendência de aumento da frequência da subvariante da Ômicron chamada BA.2, o que também aconteceu nos Estados Unidos e em alguns países da Europa.

Em fevereiro, a BA.2 era responsável por 1,1% dos genomas pesquisados. Em março, essa proporção subiu para 3,4%. No Brasil, até o fechamento desta nova atualização, foram identificadas apenas as linhagens BA.1 (19.555 genomas), BA.1.1 (4.290 genomas) e BA.2 (151 genomas). No entanto, os pesquisadores avaliam que são necessários mais dados para que esse processo seja confirmado. Os dados também mostram que a Região Norte apresentou um crescimento retardado da Ômicron, que agora domina completamente o cenário epidemiológico da Covid-19 no Brasil.

Nestes 14 dias (os dados da atualização cobrem o período que vai de 18 a 31 de março), o Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e outras cinco unidades da Fiocruz, nos estados do Amazonas, Ceará, Pernambuco, Paraná e Bahia, produziram 1.766 genomas.

Variante XE

Também foi identificado o caso de mais uma variante do novo coronavírus no Brasil. O Instituto Butantan informou que encontrou uma pessoa infectada com a subvariante denominada XE, que mistura duas modalidades da Ômicron.

O caso foi confirmado pelo Ministério da Saúde, que divulgou nota anunciando que recebeu a notificação do Instituto Butantan. A pasta acrescentou que “mantém o constante monitoramento do cenário epidemiológico da covid-19”.

A variante XE é uma combinação de duas cepas diferentes da Ômicron: BA.1 e BA.2. O primeiro caso foi mapeado na cidade de Londres, em janeiro deste ano. Segundo o Instituto Butantan, a taxa de crescimento da XE é 10% superior à da cepa BA.2.

Contudo, o Instituto informa que ainda não há evidências suficientes acerca de mudanças, vantagens e desvantagens da circulação a nova variante em aspectos como gravidade, transmissão e eficácia de vacinas já existentes.

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