Ciência

Videogames ativos podem ajudar a sair do sedentarismo

Boa notícia para quem só ouve críticas por gostar de videogame: os jogos ativos podem ser um bom começo para sair do sedentarismo. A novidade vem de pesquisadores americanos da Universidade da Georgia, nos Estados Unidos, que queriam investigar se essa modalidade poderia ter algum papel no estímulo ao exercício. Mas que fique claro: a conclusão só se aplica aos jogos em que a pessoa tem que se mexer. Não vale praticar sentado no sofá. E, logicamente, eles não trazem os mesmos benefícios que o exercício físico convencional.

Para conhecer o efeito desses jogos ativos, como aqueles que fazem a pessoa dançar ou simular esportes em pé, os autores avaliaram um grupo de 55 voluntários que não chegavam a se exercitar o mínimo recomendado pelos especialistas: 150 minutos por semana. Eles foram divididos em dois grupos: metade praticou atividades físicas aeróbicas tradicionais, e os demais, os chamados “exergames” durante três vezes por semana, ao longo de seis semanas. Dados como frequência cardíaca e outros parâmetros foram usados para checar o nível de atividade desses participantes.

Ao final do período, de fato, aqueles que fizeram exercícios convencionais treinaram mais. Sabe-se que praticar no ambiente adequado, como a academia, e em grupo, parece ser um estímulo a manter a assiduidade e se esforçar mais.  Por outro lado, o grupo do videogame se divertiu mais. E, segundo os autores, a autonomia e a diversão podem ser um excelente estímulo para se mexer.

“Sabe-se que, para se manter ativo, é muito importante poder escolher fazer o que se gosta”, diz Luciana Janot, cardiologista do Centro de Reabilitação do Hospital Israelita Albert Einstein. “Não podemos apenas criticar esses jogos, temos que tirar proveito deles e usá-los em nosso favor”, completa a médica, lembrando que esse tipo de recurso já é muito usado com excelentes resultados em reabilitação.

Para quem não tem o hábito da atividade física, pode ser extremamente difícil sair do sofá. Então, embora não substituam a atividade convencional, esses games podem ser literalmente o primeiro passo rumo a uma rotina mais ativa.

Por Gabriela Cupani, da Agência Einstein

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