Ciência

Superexposição em vídeoconferências pode causar uma série de problemas de saúde

A pandemia obrigou milhares de pessoas a se isolarem para diminuir o contágio do vírus. Trabalho, aulas, cursos, ginástica e encontros, por exemplo, migraram para o mundo virtual. A tecnologia serviu para manter empregos, o contato social e a ajudar no equilíbrio da saúde mental. Mas, o que veio para beneficiar, em excesso, pode ser prejudicial. São muitas chamadas por vídeo e muito tempo de câmera ligada durante o dia para conseguir dar conta de tudo.

Está esgotado? Muitas pessoas estão e sofrem com ele. “Existe muito mais em um encontro do que somente duas pessoas (ou mais) conversando; existe cheiro, ambiente novo, visão periférica, interação pessoal e outras coisas que foram tiradas de nós no mundo totalmente online”, afirma a psicóloga clínica, Karin Kenzler.

A superexposição às câmeras pode causar fadiga, estresse, burnout, problemas de autoestima, dores de cabeça, insônia, sedentarismo e obesidade. Além de poder contribuir para o desenvolvimento de fobias sociais, como ansiedade de falar em público. “Com o excesso de videochamadas vêm as exibições exageradas à própria imagem na tela, a falta de exercícios físicos, os olhares constantes de terceiros, o julgamento, a frustração de não se expressar adequadamente e o desconforto com os outros membros da conversa. São muitos estímulos gerados o tempo todo, é cansativo, suga nossa energia”, explica a psicóloga.

Estar online não significa estar à disposição o dia inteiro. Conseguir dividir esse tempo é difícil, muitas vezes mistura-se tudo e falta tempo para a vida pessoal. Para Karin, praticar exercícios físicos; fazer atividades que tiram da tela, como ler e escrever; procurar ter uma boa noite de sono e fazer pausas durante as reuniões ajudam a diminuir este cansaço.

O uso da tecnologia é necessário, mas precisa passar por alguns ajustes para que o online vire offline às vezes. A psicóloga ressalta que “o tempo na internet precisa ser ponderado para que esse avanço tecnológico não se torne um pesadelo”. Ainda não existem regras, nem trabalhistas e nem de etiqueta para essas situações, mas o ideal é usar o bom-senso e priorizar a saúde mental e física. “Respire mais fora da tela!”.

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