Cotidiano

OMS: música alta pode levar à perda de audição de até 1 bilhão de pessoas

Dia 03 de março marca o Dia Mundial da Audição. Aproveitando a data, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou esta semana que mais de 1 bilhão de pessoas entre 12 e 35 anos correm risco de perder a audição devido à exposição em excesso à música alta.

A diretora da OMS para doenças crônicas, Bente Mikkelsen, destacou que milhões de jovens e adolescentes podem sofrer com o impacto do uso inseguro de fones de ouvido e com o volume de barulho em eventos, shows e casas noturnas.

Recomendações

Para tentar evitar esse problema, a OMS publicou seis recomendações para garantir que locais e eventos limitem o risco de perda auditiva, preservando o som de alta qualidade e uma experiência auditiva agradável. Confira:

  1. Não ultrapassar a média máxima de 100 decibéis
  2. Monitorar níveis de som usando equipamento calibrado por especialistas
  3. Otimizar a acústica e sistemas de som para garantir qualidade e segurança
  4. Disponibilizar proteção auditiva individual para o público, incluindo instruções de uso
  5. Acesso a zonas de silêncio para as pessoas descansarem os ouvidos e diminuir o risco de danos auditivos
  6. Fornecer de formação e informação aos funcionários

Segundo a Organização, a exposição a sons altos causa perda auditiva temporária ou zumbido também conhecido como chiado. Não existe tratamento específico ou cura para o zumbido, apesar de vários países estarem investindo na pesquisa sobre o tema.

Além da exposição a sons altos, que danificam a audição, acidentes como eventos como explosões, tiros de canhões, fogos de artifício e barulhos provocados por armas de fogo também podem causar o zumbido. O órgão ainda alerta que a exposição prolongada ou repetida pode levar a danos auditivos permanentes, resultando em perda auditiva irreversível.

Um relatório da própria OMS mostrou que, até 2050, cerca de 25% da população mundial sofrerá com algum nível de perda auditiva. No texto, a entidade alerta que pelo menos 700 milhões de pessoas precisarão de cuidados de saúde relacionados à audição e outros serviços de reabilitação.

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