Cotidiano Covid-19

Fim de ano seguro: quais cuidados devem ser mantidos (ou retomados) contra a Covid-19?

É possível reencontrar os parentes e amigos para as celebrações de fim de ano ou deve-se esperar um pouco mais? E, se houver encontros, quais cuidados devem ser mantidos ou mesmo retomados? Confira algumas recomendações

Pela segunda vez neste período pandêmico, os brasileiros estão diante do mesmo dilema: é possível reencontrar os parentes e amigos para as celebrações de fim de ano ou deve-se esperar um pouco mais? E, se houver encontros, quais cuidados devem ser mantidos ou mesmo retomados?

Para a infectologista Tânia Chaves, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará (UFPA), as festas certamente vão acontecer. “É inevitável”, acredita, mas reforça que a pandemia ainda não terminou.

“Não dá para flexibilizar o uso de máscaras, na minha avaliação. As medidas de proteção devem ser mantidas, especialmente com a notícia da nova variante [Ômicron]. É muito prematuro também a flexibilização de reunião de pessoas”, alerta.

Segundo a especialista, as bases do cuidado devem continuar ou serem retomadas, como o uso correto das máscaras, a higienização adequada das mãos, manter o distanciamento social e evitar aglomerações, mas também não viajar ou visitar pessoas se estiver com sintomas de doença respiratória.

“Para os viajantes, nesse momento com a nova variante, é importante fazer a quarentena e o teste RT-PCR 72 horas antes entre os vacinados”, destaca a infectologista. O exame avalia a presença do material genético do vírus, e a coleta é feita pelo swab inserido na via respiratória do paciente.

Caso as recomendações dos especialistas mudem nos dias anteriores às festas, vale a precaução e manter as celebrações remotamente.

Como aumentar a segurança nas festas de fim de ano?

Estar em uma aglomeração com pessoas desconhecidas (que podem estar vacinadas ou não) é considerado um comportamento arriscado, e que deve ser evitado nesse momento, de acordo com Gonzalo Vecina Neto, médico sanitarista e ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Embora a vacinação completa seja uma forma de reduzir os riscos, outras medidas associadas contribuem com a segurança dos encontros:

  • Realizar um teste RT-PCR (que verifica a presença do vírus a partir do material genético coletado pela via respiratória do paciente) três dias antes do encontro;
  • Permanecer em quarentena durante pelo menos cinco dias, que é o tempo para o surgimento dos primeiros sintomas;
  • Conferir se todos que participarão do encontro estão vacinados e, se não, manter distância de pessoas não imunizadas;
  • Evitar ambientes de maior risco, como lugares fechados, com aglomeração de pessoas e que não exijam a vacinação completa;
  • Manter as celebrações em grupos pequenos, de preferência com famílias que já convivem no dia a dia;
  • Usar a máscara cobrindo nariz e boca, e higienizar as mãos, sempre que possível.

As medidas valem tanto para os adultos quanto para as crianças. “A maioria das crianças tem um quadro leve da doença, mas ainda assim podem passar o vírus para outras pessoas”, explica Vecina Neto.

De acordo com a infectologista Tânia Chaves, no caso de suspeita de covid-19, deve-se evitar a transmissão. “Se estiver com algum sintoma de doença respiratória, mesmo com o esquema vacinal em dia, a recomendação é ficar em casa”, alerta.

Deslocamento seguro

As viagens de carro são consideradas menos arriscadas para a covid-19, desde que feitas com pessoas com quem a família já convive e que todos estejam vacinados, de acordo com os especialistas. Os deslocamentos de ônibus têm um risco maior, pois há uma concentração maior de indivíduos e nem sempre há garantias de que todos estejam vacinados ou tomando os cuidados para não se contaminar.

No caso das viagens de avião, o filtro utilizado no ar-condicionado da aeronave é eficaz para filtrar partículas, como os vírus, e segundo Tânia Chaves, infectologista, a viagem pode ser segura, desde que as medidas de proteção sejam seguidas. “Como, por exemplo, o uso de máscaras, de preferência as de tipo PFF2 ou N95, e a higiene das mãos”, lista a especialista.

Quem for viajar de avião precisa se preocupar mais com o trânsito nos aeroportos. De acordo com o médico sanitarista Vecina Neto, os momentos antes e depois de entrar nas aeronaves são quando há maior chance de contato com o coronavírus. Por isso, é fundamental reforçar as medidas de distanciamento social nesses ambientes e lavar as mãos constantemente.

Por Isabella Sanches, da Agência Einstein

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