Cotidiano

Boletim das Vacinas: novidades da Moderna e mais uma polêmica envolvendo Bolsonaro

Mais uma vacina contra a Covid-19 divulgou informações promissoras. O composto fabricado pela Moderna divulgou detalhes do resultado da sua fase 3 de ensaios clínicos e se mostrou altamente eficiente tanto na proteção de adultos, quanto na prevenção de casos graves da doença. A informação foi divulgada nesta terça-feira (15) pela US Food and Drug Administration, agência que regulamenta medicamentos nos EUA.

Assim como a vacina da Pfizer e da BioNTech, esta emprega o RNA mensageiro, que instrui as células humanas a produzir uma proteína do tipo encontrado nas células do coronavírus para “treinar” o corpo para que ele crie uma resposta imunológica novo coronavírus. Por outro lado, é mais fácil de armazenar, sendo conservada em temperaturas de 2 e 8 graus celsius.

A agência já pretende conceder autorização de emergência para o uso da vacina na sexta-feira, o que pode aumentar a cobertura de milhões de americanos nas próximas semanas. Além de mostrar taxa de eficácia de 94,1 por cento em um ensaio com 30.000 pessoas, os efeitos colaterais (febre, dor de cabeça e fadiga) não se mostraram perigosos. Cerca de seis milhões de doses podem ser aplicadas já na próxima semana.

Bolsonaro e o termo de consentimento

Ao anunciar medida provisória para liberação de R$ 20 bilhões para compra de vacinas contra a Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que pretende incluir nela termo de responsabilidade, obrigando a assinatura de quem a receber, como forma de isentar o estado de possíveis responsabilidades por efeitos adversos. Além de criticada por especialistas, a medida deve encontrar barreiras legais.

“Os brasileiros têm o direito à saúde garantido pela Constituição, como direito social. Por isso, o Estado brasileiro tem obrigação de regulamentar, fiscalizar e controlar todas as atividades e os produtos que afetem a saúde das pessoas. A regulação de medicamentos (como as vacinas) é função da Anvisa, atribuída por lei. Quando a Anvisa der a autorização, o pressuposto é que haja comprovação de SEGURANÇA E EFICÁCIA da vacina”, explicou em sua conta no Twitter o advogado e pesquisador da Fiocruz, Daniel Dourado, que também é médico.

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