Contexto

Seis a cada dez brasileiros defendem a meritocracia acima de políticas de inclusão

A pesquisa realizada pelo Ideia, instituto de pesquisa de opinião pública, com exclusividade para a sexta edição do Brazil Forum UK 2021, aponta que 62% dos brasileiros acreditam que a valorização profissional deva ser feita exclusivamente pela capacidade, e não com enfoque em questões de gênero cor e sexualidade.

O Brazil Forum UK 2021 é um evento promovido pela comunidade de estudantes brasileiros no Reino Unido, e nesta edição mostra que 57% concordam que o governo e as empresas devem promover incentivos à minorias sociais. Sobre isso, apenas 6% discordam e 34% não sabem ou não concordam nem discordam.

“A pesquisa traz um importante elemento de percepção: a dissonância cognitiva entre a expectativa de meritocracia e a a falta de políticas de inclusão. Esse tem sido um constante atrito no imaginário da opinião pública”, diz Maurício Moura, fundador do IDEIA e professor da Universidade George Washington, nos Estados Unidos.

O estudo ainda afirma que 52% dos entrevistados acreditam que é preciso ampliar as atuais políticas de inclusão profissional para negros, mulheres, LGBTQ+ e deficientes físicos nas empresas e instituições de governo. Enquanto isso, 35% creem que não deve haver interferência nas políticas de inclusão e representatividade, tanto no setor público, quanto privado.

Enfretamento da desigualdade

Além disso, a pesquisa também dá enfoque à sensibilidade do brasileiro em relação aos fatores que reduzem a desigualdade entre as pessoas. O investimento na educação de base é prioridade para 39% da população no enfrentamento da desigualdade no Brasil. Também consta o acesso dos mais pobres a serviços e bens de qualidade e de investimento em capacitação profissional.

“Há um consenso sobre o diagnóstico das prioridades e educação básica aparece fortemente. O que não é óbvio para a opinião pública são os caminhos para encontrar uma solução”, finaliza Maurício, do IDEIA.

O levantamento ouviu 1.242 pessoas entre o dia 7 a 10 de junho. A margem de erro máxima estimada para o total da amostra é de 3.0 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.

Foto: Bruno Kelly / Amazonas Real

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