Contexto Covid-19

OMS: pandemia está longe do fim e Ômicron não pode ser considerada “mais leve”

A pandemia de Covid-19 “está longe do fim” e a variante Ômicron não pode ser considerada “mais leve”. É o que afirma o o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) Tedros Ghebreyesus, em Genebra (Suíça), nesta quarta-feira (20/01/22), no momento em que o mundo contabilizou 18 milhões de novos casos na última semana.

O diretor indicou que o total de mortes continua estável, mas que a OMS alerta para o impacto da variante Ômicron em “profissionais de saúde já exaustos e em sistemas de saúde sobrecarregados”. Tedros afirmou que continua especialmente preocupado com os países que têm índices baixos de vacinação, já que as pessoas têm “muito mais risco de ter sintomas severos de Covid-19 e até de morrer se não estiverem imunizadas”.

O chefe da OMS ressaltou que “a narrativa de que a Ômicron causa uma doença mais leve é errada, prejudicando a resposta à pandemia e colocando em causa mais vidas”. Tedros nota que atualmente, o vírus está circulando de “forma muito intensa, sendo que para muitos países, as próximas semanas serão cruciais”. Ele acredita ainda que o surgimento de novas variantes é possível.

Futuro da vacinação

A OMS nota que até o momento, mais de 7 milhões de genomas de 180 países foram sequenciados e submetidos ao Gisaid, que é um mecanismo global que fornece acesso aberto a dados de genomas e foi inicialmente criado para o rastreio da gripe.

Com esses dados, novas vacinas estão sendo desenvolvidas e analisadas, com o objetivo de que mantenham a eficácia em variantes diferentes do coronavírus. Apesar desses esforços, o chefe da OMS teme que o mundo “entre em uma segunda fase, ainda mais destrutiva, de desigualdade no acesso aos imunizantes”, se não houver uma melhora na distribuição desde já.

Com informações da ONU News

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