Contexto

Mundo teve 55 jornalistas e profissionais de mídia assassinados em 2021

Cinquenta e cinco jornalistas e profissionais de mídia foram assassinados em todo o mundo em 2021, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), divulgado nesta quinta-feira (06/01/22). Apesar de ser o menor índice em uma década, profissionais de imprensa seguem enfrentando altos riscos, especialmente na Ásia e na América Latina.

A diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay destacou que mais do que nunca, “o mundo precisa de informações factuais e independentes” e, por isso, precisa fazer “muito mais para garantir que aqueles que trabalham de forma incansável para fornecer isso possam o fazer sem medo”.

Os dados coletados pelo Observatório da Unesco sobre Jornalistas Assassinados apontam que dois terços das mortes aconteceram em países que não estão passando por conflito armado, o que mostra que existem riscos para os profissionais que expõem situações erradas. A agência da ONU destaca que essa tendência é completamente diferente da situação de alguns anos atrás. Em 2013, por exemplo, dois terços dos assassinatos de jornalistas aconteceram em países em conflito.

América Latina

Já no ano passado, a maioria das mortes aconteceram na Ásia-Pacífico, onde 23 profissionais da mídia foram assassinados e na América Latina e Caribe, com 14 casos.

A Unesco revela também que 87% de todos os crimes contra jornalistas ocorridos desde 2006 continuam sem solução. Além dos assassinatos, muitos profissionais do setor continuam sujeitos a altos índices de violência física, de intimidação, de assédio e com risco de serem presos, que podem acontecer inclusive durante a cobertura de protestos de rua.

As mulheres jornalistas são ainda vítimas de assédio virtual. Uma pesquisa divulgada em abril do ano passado mostra que três quartos das profissionais confirmaram terem sido atacadas online por motivos ligados ao trabalho.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: