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Guerra na Ucrânia: crise de refugiados, os primeiros números de vítimas e Kiev sob cerco

No sexto dia de guerra entre Rússia e Ucrânia, começam a sair os primeiros números oficiais de vítimas. Enquanto isso, uma nova rodada de negociações pelo cessar-fogo acontece nesta quarta-feira. E o saldo da batalha pode gerar uma crise humanitária sem precedentes na Europa. Confira tudo no boletim diário do Vocativo.

Primeiros números oficiais de vítimas

O porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), James Elder, afirmou que crianças foram mortas ou ficaram feridas e a maioria está traumatizada pela violência da guerra. O Unicef faz um novo apelo ao fim das ações militares russas e pede acesso para que as famílias possam comida, assistência médica ou para que possam fugir em segurança.

O Escritório de Direitos Humanos da ONU registrou, até a meia-noite de segunda-feira (28/02/2022), 536 civis vítimas do conflito na Ucrânia, sendo 136 mortos, incluindo 13 crianças e 400 feridos. Em Genebra, a porta-voz Liz Throssell explicou que essas pessoas foram atingidas por bombardeios e ataques aéreos e que o número real de vítimas deve ser muito maior.

Maior crise de refugiados da Europa 

A Agência da ONU para Refugiados (Acnur), que até o momento 660 mil ucranianos fugiram para nações vizinhas e com este ritmo, esta será a maior crise de refugiados do século na Europa.

A estimativa é que cerca de 12 milhões de pessoas precisarão de ajuda e proteção dentro do território ucraniano, enquanto mais de 4 milhões de refugiados podem precisar de assistência em países vizinhos nos próximos meses.

As Nações Unidas e parceiros humanitários lançaram, nesta terça-feira, um apelo emergencial de US$ 1,7 bilhão para levar ajuda humanitária às pessoas na Ucrânia e àquelas recebidas em países vizinhos.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA), está lançando uma operação de emergência de três meses para fornecer ajuda alimentar às pessoas que fogem do conflito. Dentro da Ucrânia, a meta é alcançar 3,1 milhões de pessoas, sendo que os funcionários da agência que estão na capital, Kiev, revelam que os estoques de comida já estão baixos. Nos supermercados, as prateleiras estão quase vazias. 

Zelensky

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez um apelo para que a União Europeia ajude as forças de resistência de seu país a lutar contra as tropas militares russas. Em um rápido pronunciamento feito por videochamada, durante a sessão plenária extraordinária que o Parlamento Europeu realiza hoje (1º), Zelensky reforçou o pedido para que a Ucrânia seja aceita entre os países-membros do bloco europeu.

Ataque em Kiev se intensifica

A Ucrânia acusou a Rússia de realizar um ataque “bárbaro” com foguete contra uma torre de TV de Kiev, que matou cinco civis perto de Babyn Yar, um memorial para um dos maiores massacres de judeus durante o holocausto nazista. Dois foguetes atingiram a torre, matando cinco pessoas que caminhavam nas proximidades, disse o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, pedindo aos moradores que fiquem fora das ruas devido à ameaça de ataque.

Belarus pode entrar no confronto

O presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, afirmou que, em caso de perigo, o país poderia se mobilizar em dois a três dias. “Eles [militares] estão prontos, todos estão de prontidão. Se a mobilização for necessária, verificamos todas as listas – poderíamos mobilizar todas as unidades em dois três dias em tempo de guerra”, disse Lukashenko, segundo a agência BelTA.

“Se a mobilização for necessária, verificamos todas as listas – poderíamos mobilizar todas as unidades em dois ou três dias em tempo de guerra.” Enquanto isso, Lukashenko reiterou que, no momento, as Forças Armadas da Bielorrússia não foram retiradas dos locais de implantação permanente.

Segunda rodada de negociação

Outra rodada de negociações entre as delegações russa e ucraniana está marcada para esta quarta-feira (02/03/2022), disse nesta terça-feira o meio de comunicação ucraniano Zerkalo Nedeli.

Outro meio de comunicação ucraniano, Glavkom, citando fontes da delegação ucraniana, divulgou os termos avançados pelos lados durante a primeira reunião. Ele disse que a Rússia supostamente exigiu que a Ucrânia se comprometesse a documentar seu status de fora do bloco no nível parlamentar e organizar um referendo sobre o assunto. 

Além disso, o lado russo exigiu que a Ucrânia reconheça as Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk nas fronteiras administrativas das regiões correspondentes e abandone sua exigência de que a Crimeia seja devolvida à Ucrânia. A Ucrânia, segundo a Glavkom, exigiu um cessar-fogo e a retirada das tropas russas de seu território.

Com informações da Agência Brasil, ONU News e Agência Tass

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