Contexto

Governo Bolsonaro intensifica ataque a servidores da Anvisa

Com a inclusão de crianças na campanha de imunização contra a Covid-19, servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passaram a ser alvo de ataques ainda mais intensos do presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores. Alguns inclusive tiveram seus dados vazados durante audiência no Ministério da Saúde nesta terça-feira (04/01/22).

Em seu primeiro dia útil no ano, nesta quinta-feira (06/01/22), Bolsonaro atacou servidores e ainda garantiu que não vacinará a filha Laura, de 11 anos. “A Anvisa, lamentavelmente, aprovou a vacina para crianças entre 5 e 11 anos de idade. A minha opinião, quero dar para você aqui: a minha filha de 11 anos não será vacinada”, disse.

O presidente ainda mentiu sobre dados a respeito de mortalidade de crianças pela Covid-19. “Eu pergunto você tem conhecimento de alguma criança de 5 a 11 anos que tenha morrido de Covid? Eu não tenho”, disse. Na verdade, até o momento, mais de 1.140 crianças entre 0 e 9 anos, segundo o SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade), do Ministério da Saúde.

Dados vazados

Mas o presidente não foi o único a atacar servidores da Anvisa esta semana. Três médicos que participaram da audiência pública no Ministério da Saúde para debater a vacinação de crianças tiveram seus documentos com dados pessoais vazados na internet.

Entre os que compartilharam as mensagens está a deputada federal bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Todos tiveram as suas declarações de conflito de interesses, entregues ao ministério, divulgadas na íntegra na internet, junto com os seus números de telefone celular, email e CPF.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: