Contexto

Tensão aumenta e conflito entre Rússia e Ucrânia parece inevitável

Secretário-geral das Nações Unidas afirmou que o mundo está vive momento de perigo e que os últimos desdobramentos da crise na Ucrânia são motivo de grave preocupação. Chanceler ucraniano alertou que Putin não vai parar por si só

A crise entre Rússia e Ucrânia parece de fato escalar para uma guerra nos próximos dias. Nesta quarta-feira (23/02/2022), o presidente ucraniano declarou estado de emergência Volodymyr Zelenskiy pediu que seus cidadãos na Rússia deixem o país. Enquanto isso, Moscou começou a esvaziar sua embaixada em Kiev no último e sinistro sinal para os ucranianos que temem um ataque militar completo da Rússia. Para entender mais sobre esse assunto, o Vocativo preparou um especial de duas partes que você pode conferir aqui.

Além do estado de emergência de 30 dias, o governo ucraniano anunciou que haverá serviço militar obrigatório para todos os homens em idade de combate. Os websites do Parlamento, do gabinete e do Ministério de Relações Exteriores da Ucrânia estão fora do ar. Moscou nega planejar uma invasão, mas removeu suas bandeiras da embaixada em Kiev, depois de ordenar que os diplomatas se retirassem por razões de segurança.

Os Estados Unidos e seus aliados revelaram mais sanções contra a Rússia, e deixaram claro que estão mantendo medidas mais duras guardadas para o caso de uma invasão em escala total. Os norte-americanos afirmam que Putin colocou 80% das tropas que ele reuniu em posição de lançar uma invasão em grande escala.

“Putin não vai parar por si só”

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres afirmou que o mundo está vivendo um momento de perigo e que os últimos desdobramentos da crise na Ucrânia são motivo de grave preocupação. Guterres reafirmou que a decisão da Federação Russa de reconhecer a “independência” das regiões de Donetsk e Luhansk, além de outras ações violam a integridade territorial e da soberania da Ucrânia e são inconsistentes com os princípios da Carta das Nações Unidas. 

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, pediu às Nações Unidas ações concretas e resolutas para acabar com a ameaça que segundo ele não é somente contra a Ucrânia, mas contra toda a comunidade internacional. O chanceler ucraniano alertou sobre a ação russa dizendo que as consequências seriam sentidas por outros governos e povos. Ele disse que o presidente da Rússia Vladimir Putin não vai parar por si só.

Já o embaixador da Rússia, Vassily Nebenzia, afirmou que não se trata de “territórios temporariamente ocupados” como descreveu a Assembleia Geral, mas sim territórios perdidos por causa do que ele chamou de políticas de ódio e do golpe ocorrido em 2014. O embaixador russo disse que a Ucrânia realizou várias agressões e sofreu o resultado de seus vários anos de sabotagem e desrespeito por acordos, com os quais a Rússia estaria “consistentemente comprometida”.

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