Contexto

76% dos brasileiros afirmam que crianças devem aprender sobre diversidade

Cerca de 76% dos brasileiros afirmam que a idade ideal para que as crianças comecem a aprender sobre temas como diversidade, equidade e inclusão deve ser já na pré-escola. É o que revela a pesquisa Global Learner Survey 2021 – Parte 2, feita pela empresa da área de comunicação Pearson em parceria com a Morning Consult, empresa global de inteligência de dados sediada nos Estados Unidos.

A pesquisa, que ouve populações de diversos países para identificar suas percepções e expectativas sobre a educação, está sendo realizada e publicada em vários capítulos temáticos ao longo do ano. A segunda parte ouviu pessoas com idades entre 16 e 70 anos em cinco países (Brasil, China, Estados Unidos, Índia e Reino Unido) para entender como elas esperam que os sistemas educacionais tratem temas sociais como diversidade e equidade de acesso.

No Brasil, quando questionados globalmente, o quadro se inverte e a maioria dos participantes dos outros quatro países acreditam a melhor fase para começar a abordagem esses temas é no Ensino Fundamental – China (47%), Índia (43%), Reino Unido (48%) e EUA (34%).

Outro dado de destaque é que, para os respondentes, as escolas são tão responsáveis por ensinar sobre temas sociais quanto por transmitir conteúdo acadêmico. Para 82% dos brasileiros, os sistemas educacionais deveriam preparar os alunos para a vida em uma sociedade multirracial.

“Temas como a valorização da diversidade e o combate à desigualdade de oportunidades têm assumido um protagonismo cada vez maior nos debates das sociedades ao redor do mundo nos últimos anos. Isso tem tido reflexos importantes, inclusive no contexto econômico, com os consumidores cobrando que as marcas se posicionem e com as empresas assumindo compromissos com políticas de ESG e programas voltados para diversidade e inclusão”, afirma Juliano Costa, vice-presidente de Produtos Educacionais da Pearson Latam.

“Nesse contexto, a educação, que tradicionalmente já era vista como um motor poderoso para a redução de desigualdades, assume um papel fundamental como caminho para preparar as gerações atuais e futuras para viver e trabalhar em um mundo onde a busca por equidade e justiça social é pauta primordial”, afirma.

Ao todo, foram ouvidas 5.500 pessoas com idades entre 16 e 70 anos, por meio de entrevistas online, entre os dias 27 de maio e 10 de junho. Os resultados são representativos da população com acesso à internet em cada país, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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