Amazonas

Vendas nos restaurantes do Amazonas caem 47,6% em abril

Restaurantes, bares, lanchonetes e padarias do Amazonas continuam sofrendo com os efeitos da pandemia, é o que apontam os índices divulgados pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), em parceria com a Alelo, bandeira especializada em benefícios, incentivos e gestão de despesas corporativas. Em abril, o valor gasto nesses estabelecimentos foi 35,8% inferior, quando comparado ao mesmo período de 2019, enquanto a média nacional foi de -33,2%. O cenário é menos agressivo para os supermercados, que apresentaram uma queda de 1,8%.

Os Índices de Consumo em Restaurantes (ICR) mostram ainda que houve uma redução na quantidade de vendas, que registraram baixa de 47,6%. Além disso, o número de estabelecimentos que realizaram transações foi 9,9% inferior.

“Após um ano de lançamento do Índice Fipe e Alelo, percebemos que houve melhora nas vendas dos restaurantes do Amazonas que chegaram a registrar uma queda de 68,6% no volume de transações, em abril do ano passado, quando comparado ao mesmo período de 2019”, destaca Cesário Nakamura, presidente da Alelo. “De qualquer forma, o segmento ainda sofre com as fortes restrições”, pontua.

Adotando como parâmetro o valor gasto em restaurantes, é possível evidenciar que as regiões mais impactadas em abril foram: Nordeste (-34,8%) e Sudeste (-34,1%), ao passo que as menos afetadas foram as regiões Norte (-31,3%), Centro Oeste (-30,6%) e Sul (-27,4%).

Em relação aos Índices de Consumo em Supermercados (ICS), os dados de abril, quando comparados ao mesmo período de 2019, indicam que o segmento teve queda de 11,2% na quantidade de vendas. Adicionalmente, o número de estabelecimentos que efetivaram transações encerrou o mês 6,5% acima do patamar registrado em abril de 2019.

Vale destacar que os Índices de Consumo em Supermercados (ICS) acompanham as transações realizadas em estabelecimentos como supermercados, quitandas, mercearias, hortifrútis, sacolões, entre outros; e os Índices de Consumo em Restaurantes (ICR) apontam a evolução do consumo de refeições prontas em estabelecimentos como restaurantes, bares, lanchonetes, padarias, além de serviços de entrega (delivery) e retirada em balcão/para viagem (pick-up). Ambos são calculados com base nas operações realizadas a partir da utilização dos cartões Alelo Alimentação e Alelo Refeição, em todo território nacional. Além disso, é importante notar que a escolha do ano de 2019 para o cálculo dos impactos do consumo se dá pelo fato de que esse ano foi a última referência completa de um período dentro da normalidade da atividade econômica, que ocorreu antes da pandemia.

Foto: Filipe Araujo/Fotos Publicas

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