Amazônia

Trabalhador do Amazonas perdeu 13% da sua renda entre 2020 e 2021

Quase 60% da população do Amazonas atua na informalidade do mercado de trabalho atualmente e mais de 250 mil pessoas estão simplesmente sem emprego, algo acima da média nacional. É o que revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta terça-feira (18/03/2022) pelo IBGE.

Enquanto a taxa de desocupação caiu para 11,2% em todo o país, a do Amazonas ficou em 13,4%, sendo a nona maior entre os estados da federação. Por outro lado, a taxa de informalidade foi de 58,7% da população ocupada. Ou seja, apenas 32% das pessoas que estão empregadas possuem carteira assinada. O índice é a terceiro maior entre Estados e Distrito Federal.

A situação melhorou em relação ao ano passado, mas ainda continua extremamente grave. A taxa média anual da informalidade chegou a 59,5% no Amazonas em 2021. Foi a maior taxa registrada entre todos os estados e Distrito Federal e, também, foi a maior taxa desde o início do cálculo desta proxy da pesquisa, em 2016.

No último trimestre de 2021, caiu o número de pessoas ocupadas por conta própria, com CNPJ. Eram 34 mil pessoas, no Amazonas, 10 mil a menos (-22,7%), em relação ao trimestre anterior. E tudo isso se refletiu, é claro, no bolso. No 4º trimestre do ano passado, em comparação com o mesmo período de 2020, houve queda de 13,4%, no rendimento médio do trabalhador do Amazonas, o que representou diminuição de R$ 277,00, em um ano.

Por último, a pesquisa também estimou que a população desocupada diminuiu 4,8% em relação ao trimestre anterior. No entanto, isso não é uma boa notícia porque se tratam dos chamados desalentados, ou seja, pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiu de procurar emprego por acreditar que não conseguiria. Isso porque apesar de menos pessoas desempregadas, a pesquisa mostra que não aumentou o número de pessoas ocupadas no último trimestre de 2021.

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