Amazônia

Torcedor afirma que não sabia que símbolo de tatuagem era nazista

O torcedor que exibiu uma tatuagem com símbolo da águia do Partido Nazista no último domingo (17/04/2022) em jogo da Série D no estádio da Colina, em Manaus, foi identificado pela Polícia Civil do Amazonas nesta quarta-feira (20/04/2022). Ele prestou depoimento e negou a intenção de fazer apologia ao nazismo.

De acordo com o delegado Ivo Martins, titular do 5º Distrito Integrado de Polícia (DIP), André Lucas Freitas de Souza, 31, foi conduzido à unidade policial para prestar esclarecimentos sobre o símbolo nazista exibido em suas costas, que foi fotografado no último domingo (17/04/2022), no jogo de abertura da Série D do Campeonato Brasileiro entre São Raimundo do Amazonas e São Raimundo de Roraima, no estádio da Colina, no bairro São Raimundo, zona oeste de Manaus.

Conforme Ivo Martins, durante a abordagem de André permitiu a entrada da equipe policial a casa, entregou seu celular ao delegado e negou a prática de apologia ao nazismo. O torcedor alegou que quando fez a tatuagem, há dez anos, queria fazer uma águia, olhou no catálogo e escolheu que lhe fosse tatuado aquele desenho.

Segundo o titular, o homem disse já havia frequentado outros locais públicos, sem camisa, mas que essa foi a primeira vez que a imagem gerou problema. As investigações continuam, e, segundo a assessoria da Polícia Civil, no momento, mais informações não podem ser passadas para não atrapalhar o trabalho policial.   

A imagem foi feita por uma série de torcedores que estavam presentes no estádio. O diretor do São Raimundo local e vereador Rodrigo Guedes (PSC-AM), que estava no local, prometeu acionar as autoridades de segurança pública do estado e banir o indivíduo. “Como diretor informo que não sabemos quem é mas se identificarmos estará banido do nosso estádio”, afirmou, em sua conta no Twitter.

A águia em cima da suástica é um símbolo formal do Partido Nazista, escolhido como símbolo de poder e da ideologia supremacista. A lei federal antirracismo (Lei 7.716, de 1989) afirma que é crime “veicular símbolos” do nazismo “para fins de divulgação”. Em caso de condenação, a pena é de multa e prisão de dois a cinco anos.

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