Amazonas

Sete municípios do Amazonas possuem áreas de risco geológico, afirma CPRM

Atualizada dia 29/01/2022 – 08h

O Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) identificou, no primeiro mês de 2022, áreas de risco geológico em diversos municípios dos estados do Amazonas, Minas Gerais, Santa Catarina, Pará e Pernambuco. O objetivo do estudo é prevenir acidentes como o desabamento rochoso que aconteceu em Ouro Preto no início deste ano.

O levantamento também acontece após o acidente no município de Capitólio, em Minas Gerais, quando um deslizamento de pedras no Lago de Furnas matou 10 pessoas e feriu outras 30. O SGB-CPRM, única entidade que realiza esse trabalho em escala nacional, identificou áreas de risco em Antônio Carlos (SC); Carauari, Guajará, Ipixuna, Juruá, Itacoatiara, Itapiranga, Silves (AM); Caxambu e Ewbank da Câmara, Matias Barbosa e Soledade de Minas (MG); Igarassu (PE) e Monte Alegre (PA).

O mapeamento abrange áreas do território municipal sujeitas a sofrer perdas ou danos causados por enchentes, inundações, deslizamentos, erosões, dentre outros eventos adversos de natureza geológica. Os produtos utilizados incluem mapas, relatório técnico e arquivos vetoriais georreferenciados que podem subsidiar a tomada de decisões para a prevenção de desastres.

“No Juruá (Guajara, Ipixuna, Carauari, Eirunepé e Juruá) o risco é devido à intensa movimentação do rio que provoca a migração do canal e o abandono de meandros. Nesta paisagem em transformação as cidades e comunidades estão sujeitas a inundação das áreas baixas (antigos meandros do Rio) e a erosão fluvial dos barrancos”, explica Marco Oliveira, pesquisador em Geociências do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM).

Para a região de Itacoatiara, Silves e Itapiranga o principal fator de risco é a erosão fluvial, conhecido como o fenômeno das terras caídas. “Além da inundação sazonal provocada pela cheia do Rio Amazonas. O risco da erosão dos barrancos é o desabamento de moradias e da infraestrutura urbana. No caso do Juruá além disso tem a questão da realocação do Porto se o Rio migrar e abandonar seu canal ativo”, alerta Oliveira.

Vale lembrar que o Amazonas ainda não possui relatórios sobre áreas de risco de desastres naturais em atrativos turísticos como cavernas, cachoeiras e cânions no Estado. Apenas no último dia 11 de janeiro, a Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur) solicitou estudos sobre possíveis situações de risco aos 24 municípios do Amazonas que fazem parte do Mapa do Turismo Brasileiro.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: