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Quem é Arnold Putra, apontado como receptador de órgãos pela Operação Plastina

Deflagrada nesta terça-feira (22/02/2022) pela Polícia Federal brasileira, a Operação Plastina está investigando possível crime de tráfico internacional de órgãos humanos partindo do Laboratório de Anatomia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em Manaus para Singapura, na Ásia. O receptador desses órgãos seria o designer indonésio Arnold Putra. Embora pouco conhecido no Ocidente, Putra é bastante conhecido na Ásia e tem contra si uma carreira marcada por escândalos.

Segundo o site Wolipop Lifestyle, da Indonésia, em abril de 2020, foi descoberto que uma uma bolsa projetada por Arnold e lançada em 2016 era feita por espinha humana de uma criança, no valor de US$ 5.000. O mais grotesco é que a informação foi confirmada pelo próprio em sua conta no Instagram.

“A alça é feita da coluna vertebral de uma criança que sofre de osteoporose”, diz a legenda da foto da bolsa que foi enviada para a conta @arnoldputra em 25 de setembro de 2016. Os internautas ficaram furiosos e protestaram contra o designer, mas Putra argumentou que a coluna tinha origem médica do Canadá e que foi comprada oficialmente ele. Segundo ele, não é impossível comprar ossos de empresas licenciadas que aceitam espécimes humanos doados para uso medicinal.

Mas a história de Putra Arnold não acabou aí. No início deste ano, ele chamou atenção negativamente mais uma vez, agora na Semana de Moda de Paris. O “estilista” apareceu na edição vestido com o uniforme vermelho e preto da Pemuda Pancasila (Juventude Pancalisa, em português).

A Juventude Pancalisa é uma organização paramilitar de extrema direita da Indonésia estabelecida em 1959, que desempenhou um papel importante no apoio ao Massacre da Indonésia, ocorrido no país entre 1965 e 1966 e que teve alvo grupos comunistas. Putra foi masssacrado pela mídia local após o ocorrido, razão pela qual fechou suas redes sociais.

Segundo as investigações da Polícia Federal, o professor Helder Bindá Pimenta da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) teria enviado órgãos humanos plastinados para Putra, em Cingapura. Há indícios de que o material foi postado em uma encomenda, contendo uma mão e três placentas de origem humanas, saídas de Manaus para o país asiático.

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