Amazonas

Professores da rede pública sob ataque no Amazonas

Professores da rede pública de ensino tanto do Amazonas quanto da capital, Manaus, tiveram perdas da sua renda ao longo desta última semana. Enquanto a Secretaria Municipal de Educação (Semed) excluiu professores do reajuste de auxílio-alimentação, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) não pagou o reajuste salarial da data-base de 2022 da categoria dos educadores.

Em Manaus, no último dia 14 de março, os vereadores aprovaram por unanimidade, o aumento do auxílio-alimentação para servidores municipais. Com a aprovação o valor do auxílio passou a ser R$ 484,00 e 10.392 servidores da Prefeitura de Manaus deverão ser beneficiados. Porém, foram excluídos mais de 10 mil servidores da Semed devido ao auxílio ser estabelecido aos professores, por meio de legislação própria.

Durante a votação do reajuste, o vereador de oposição Rodrigo Guedes (PSC) questionou a Prefeitura o porquê da exclusão dos profissionais da Semed e o líder do Executivo, Marcelo Serafim (Avante), que na época garantiu que um novo Projeto de Lei (PL) seria enviado de forma breve à Câmara para tratar do reajuste. Porém, ao ser cobrado novamente nesta segunda, Marcelo Serafim voltou atrás na declaração e se limitou a dizer que é necessário existir uma discussão mais ampla com os professores sobre os reajustes de salários e vale-alimentação.

“A desculpa apresentada pelos vereadores que são da base de apoio do prefeito é rídicula e beirando as raias da mediocridade. Nada impede que o prefeito tivesse enviado junto com a lei dos outros servidores outra lei que também reajustasse o auxílio-alimentação dos professores”, explicou Helma Sampaio, Coordenadora Geral do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom/Sindical).

A situação da Seduc é ainda pior. Na segunda-feira (04/04/22), a Asprom/Sindical protocolizou uma ação na tentativa de obrigar o Governador do Estado do Amazonas a pagar o reajuste salarial da data-base de 2022 da categoria dos professores e pedagogos de Manaus.

A ação pede uma decisão liminar pela urgência da necessidade de ser enviado um projeto de lei, pelo Executivo, para a Assembleia Legislativa do Amazonas, para ser votado e aprovado imediatamente o percentual de reajuste salarial da categoria.

O sindicato afirma ter feito várias tentativas de buscar diálogo com o Poder Executivo Estadual para abrir negociação e fechar um acordo, porém todas frustradas. Segundo Helma Sampaio, a secretaria estadual sequer se dispôs a receber os representantes dos professores.

O Vocativo procurou as assessorias tanto da Semed quanto da Seduc pra tentar uma posição sobre esses dois assuntos, mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta.

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