Amazonas

Prefeitura de Autazes acolhe famílias de garimpeiros que ficaram sem abrigo

As famílias de garimpeiros que invadiram a comunidade de Rosarinho, nos arredores de Autazes (distante a 113 quilômetros de Manaus), na última semana, tiveram suas casas e pertences queimados neste domingo (28/11/21) em ação da Polícia Federal. Desabrigados e apenas com a roupa do corpo, as famílias foram acolhidas pela prefeitura da cidade.

O prefeito Andreson Cavalcante (PSC) reitera o compromisso de cuidar para  nenhuma família ficar desassistida até que consigam retornar ao município de origem, Manicoré. “A prefeitura, através da secretaria de Assistência Social está dando todo apoio para cerca de 70 pessoas que ficaram isoladas em Autazes, após eram suas valsas queimadas. São crianças, mulheres e homens que estão sendo acolhidos e junto com a prefeitura de Manicoré já estamos viabilizando o retorno dessas pessoas”, destacou.

Andreson destacou que essas pessoas ficaram apenas com a roupa do corpo. Neste caso,  a secretaria de assistência social, agiu imediatamente para acolher essas pessoas. “Nós montamos um abrigo na comunidade do Rosarinho e essas pessoas estão recebendo, além do local para ficar, alimentação, fraldas descartáveis para as crianças, roupas e todo atendimento necessário, até que consigam retornar para Manicoré”, disse.

Ainda na tarde desse domingo a prefeitura de Autazes em parceria com a prefeitura de Manicoré, com o prefeito Lúcio Flávio (PSD), conseguiram organizar o retorno das famílias. Eles levaram consigo ainda cestas básicas distribuídas pela Secretaria de Assistência Social de Autazes, que acompanhou tudo até a saída da embarcação da Comunidade Rosarinho.

Com informações da assessoria da prefeitura de Autazes

Opinião

É inacreditável como o poder público conseguiu se superar em incompetência e insensibilidade nesse episódio. Se por um lado o garimpo no Rio Madeira é uma atividade extremamente prejudicial para o meio ambiente, tratar os garimpeiros como bandidos, depredando seus pertences não apenas não acaba com a atividade ou as práticas danosas à natureza, como também aumenta mais a pobreza e a desigualdade na região. Vale lembrar que essas pessoas foram até o local porque se sentiram incentivadas pelas promessas de legalização da prática feitas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

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