Amazonas

Petroleiros denunciam crime ambiental na refinaria Reman, em Manaus

O Sindicato dos Petroleiros do Amazonas denunciou um aterramento de igarapé na refinaria Isaac Sabbá (Reman), em Manaus pela gestão da Petrobrás. A ação oferece risco de danos ambientais aos ecossistemas amazônicos

O Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM), com apoio da Federação Única dos Petroleiros (FUP), entrou com denúncia contra crime ambiental em obra realizada pela gestão da Petrobrás na Refinaria Isaac Sabbá (Reman), em Manaus. A obra é um aterramento de igarapé (córrego de pouca profundidade) na refinaria, com riscos de danos ambientais aos ecossistemas amazônicos.

A Reman teve sua venda aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), no último dia 13, ao Grupo Atem. O negócio, porém, não está concluído e é também alvo de recurso dos petroleiros que questionam o baixo preço do acordo — 70% do valor mínimo de mercado, segundo levantamentos do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep).

Por ser um igarapé localizado dentro da Reman, o Sindipetro-AM ofereceu denúncia a órgãos ambientais responsáveis e manifestou representação no Ministério Público do Estado (MPE-AM), Ministério Público Federal no Amazonas (MPF), Instituição de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas).

As representações foram protocolizadas na última sexta-feira (27/05/2022). Elas denunciam a conduta da gestão da Petrobrás em aterrar o igarapé e solicitam investigação de potencial crime ambiental. “É mais uma demonstração do descaso e irresponsabilidade do governo Bolsonaro contra o meio ambiente e compromissos de sustentabilidade. A Reman é mais um alvo da destruição do patrimônio do brasileiro”, afirmou o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar.

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