Amazonas

Manaus entre as dez cidades do país que menos investem em saneamento

Manaus está entre os 10 municípios entre as 100 maiores cidades do país que menos investem em saneamento básico. Com isso, a capital do Amazonas ocupa uma das últimas colocações do Ranking do Saneamento 2022 do Instituto Trata Brasil, relatório faz uma análise dos indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento publicado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional.

Ainda segundo o Instituto Trata Brasil, em Manaus apenas 22% da população tem acesso a esse benefício, ocupando a posição 96 no ranking de 100 piores cidades nesse quesito. A capital do Amazonas também se destaca no desperdício de água. A cidade é a antepenúltima no ranking de 100 cidades com maiores perdas de distribuição. Cerca de 65% do que é distribuído se perde no caminho.

Os 20 piores colocados são:

  1. Canoas/RS
  2. Belford Roxo/RJ
  3. Recife/PE
  4. Teresina/PI
  5. São Luís/MA
  6. Cariacica/ES
  7. São João de Meriti/RJ
  8. Jaboatão dos Guararapes/PE
  9. Manaus/AM
  10. Duque de Caxias/RJ
  11. Maceió/AL
  12. Gravataí/RS
  13. Várzea Grande/MT
  14. São Gonçalo/RJ
  15. Ananindeua/PA
  16. Belém/PA
  17. Rio Branco/AC
  18. Santarém/PA
  19. Porto Velho/RO
  20. Macapá/AP

Desigualdades regionais

Para a presidente executiva do Trata Brasil, Luana Pretto, a concentração de municípios com piores indicadores de saneamento nas Regiões Norte e Nordeste, enquanto os melhores colocados estão nas Regiões Sul e Sudeste, evidencia as desigualdades regionais do país e a falta de políticas públicas  nas regiões com piores indicadores. 

“É a falta de políticas públicas que incentivem a evolução do saneamento básico na região. A necessidade de que haja um plano municipal de saneamento básico bem estruturado, que seja feito um contrato de concessão, que leve em consideração as metas estabelecidas no plano municipal de saneamento básico e que essas metas sejam fiscalizadas pelas agências reguladoras. Só que essa é uma prática que não vem ocorrendo nessas regiões que não estão desenvolvidas.”

Segundo ela, com o novo marco legal do saneamento, as metas são as mesmas para todas as regiões do país. “Isso faz com que haja a necessidade de busca de solução para essas diferentes regiões, para que haja os investimentos necessários para melhoria do acesso a esse serviço”.

Falta de saneamento básico

O levantamento do Trata Brasil mostra que a ausência de acesso à água tratada atinge quase 35 milhões de pessoas e 100 milhões de brasileiros não têm acesso à coleta de esgoto. Luana Pretto detalha as consequências da falta desses serviços básicos à população.

“As consequências da falta de saneamento básico para a população são inúmeras. Quando não se tem o acesso a água ou coleta e tratamento de esgoto, nós temos várias doenças de veiculação hídrica que estão associadas à falta desse serviço, como dengue, leptospirose, esquistossomose, malária, diarreia. E isso acaba fazendo com que as pessoas fiquem mais doentes, tenham uma produtividade menor no seu trabalho e haja um aumento nas internações.”

Segundo ela, com o novo marco legal do saneamento, as metas são as mesmas para todas as regiões do país. E “isso faz com que haja a necessidade de busca de solução para essas diferentes regiões, para que haja os investimentos necessários para melhoria do acesso a esse serviço”.

Com informações da Brasil 61

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