Amazonas

Zona Franca: Wilson Lima afirma que não vai recorrer contra decisão de Bolsonaro sobre IPI

Atualizada às 16h15

Após passar mais de 72 horas em silêncio depois da prrogação até maio o Decreto 10.979, que reduz o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para a linha branca em 25%, o governo do Amazonas finalmente se manifestou, mas se limitou a dizer que vai “continuar conversando” com governo.

Em nota divulgada para a imprensa, a Secretaria de Estado da Comunicação (Secom) afirmou que o governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), conversou, na manhã da última sexta-feira (01/04/2022), com a secretária de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Daniella Marques, sobre o decreto publicado pelo Governo Federal.

Segundo a secretaria, como decreto tem um prazo de 30 dias para entrar em rigor, nesse sentido, as discussões irão continuar acontecendo entre os técnicos do ministério e segmentos da Zona Franca de Manaus, com o objetivo de se buscar um entendimento que proteja o modelo econômico. O governador afirmou ainda “que as tratativas com o Governo Federal devam seguir com serenidade”.

Tanto o governador Wilson Lima (União Brasil) quanto o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante) não manifestaram qualquer opinião, acionaram as suas respectivas procuradorias até a tarde desta segunda-feira (04/04/2022). A prefeitura, aliás, segue em silêncio. Ambos não se manifestaram inclusive pelas redes sociais. Vale lembrar que ambos demonstram publicamente alinhamento com o presidente Jair Bolsonaro (PL), que assinou o decreto.

Enquanto isso, o Decreto 10.979, que reduz o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para a linha branca em 25% segue valendo até o dia 01 de maio. A medida diminui a competitividade das empresas do Pólo Industrial de Manaus, favorecendo sua saída e perda de 110 mil empregos diretos.

No dia 25 de fevereiro, o governador do Amazonas, Wilson Lima e uma comitiva de empresários e políticos locais, afirmou que o presidente prometeu em Brasília que excluiria os produtos da Zona Franca do decreto até o começo de abril, fato que acabou não acontecendo.

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