Amazonas

Verbas federais para infraestrutura em Manaus caem durante gestão Bolsonaro

O total de recursos destinados para infraestrutura para a Região Metropolitana de Manaus durante o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) é menor do que a quantia enviada nos dois últimos anos do governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). A informação foi conseguida com exclusividade pelo Vocativo via Lei de Acesso à Informação (LAI) com a Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra) do Amazonas.

Nos três anos do governo Bolsonaro foi enviado o total de R$ 122.842.617,5 para obras de infraestrutura na Região Metropolitana de Manaus. Foram R$ 30.490.181,92 em 2019 e R$ 17.187.849,02 em 2020, primeiro ano da pandemia do coronavírus. Em 2021, o governo subiu a verba para R$ 75.164.586,56, possivelmente motivado pela campanha eleitoral do ano seguinte.

Pra se ter uma ideia da disparidade dos três anos, a quantia equivale a quase o total enviado apenas no ano de 2014 pelo governo da ex-presidente Dilma Rousseff, que foi de R$ 191.146.359,14. Vale lembrar que, naquele ano, a capital do Amazonas foi uma das subsedes da Copa do Mundo da FIFA.

Mas mesmo nos anos de 2015 e 2016, já sem a realização de obras para o Mundial e com o início da crise financeira do segundo mandato da petista, o investimento ainda foi superior a todo o governo Bolsonaro: R$ 136.378.024,42 no total. Com o sucessor de Dilma, o ex-presidente Michel Temer (MDB), o investimento em dois anos foi de R$ 77.763.913,33, superior aos dois primeiros anos do governo Bolsonaro.

O investimento em infraestrutura urbana é fundamental não apenas para o bem-estar cotidiano da população, mas também para a geração de empregos diretos em obras. A verba também auxilia na prevenção de desastres naturais como as grandes cheias na região.

Na última sexta-feira (31/12/21), Bolsonaro decidiu diminuir o incentivo tributário dado aos fabricantes de concentrados de refrigerantes produzidos na Zona Franca de Manaus, o que pode causar a saída de fábricas e perda de empregos na região. Em abril de 2021, ele recebeu o título de cidadão amazonense dado pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) não respondeu aos questionamentos do Vocativo sobre os motivos da queda do investimento até o fechamento desta matéria.

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