Amazônia

Governador do Amazonas falta reunião de defesa da Zona Franca de Manaus

Lideranças políticas e empresariais do Amazonas se reuniram na manhã desta segunda-feira (28/02/2022) para elaborar uma Carta Aberta ao governo federal em defesa da Zona Franca de Manaus (ZFM), atingida duramente na última sexta-feira (25/02/2022), pelo Decreto Federal nº 10.979, que reduz em 25% a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), tornando insustentável a produção na capital amazonense. Uma ausência, no entanto, foi sentida: a do próprio governador Wilson Lima.

O encontro aconteceu no Palácio Rio Branco, localizado no Centro Histórico de Manaus, e contou com a presença do senador Omar Aziz, do vice-presidente da Câmara e deputado federal, Marcelo Ramos, representantes da bancada federal e estadual, vereadores e os presidentes da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, e do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco.

O governador Wilson Lima tinha presença confirmada em comunicado para a imprensa emitido pela Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) às 06h30. Ele, no entanto, não apareceu e a Secretaria de Estado da Comunicação (Secom) não retornou os contatos do Vocativo sobre o motivo da ausência do governador.

O motivo mais provável para o não comparecimento de Wilson Lima é o seu alinhamento com o presidente Jair Bolsonaro (PL), que assinou o decreto que prejudizou a Zona Franca e seu provável aliado nas eleições de outubro. Vale lembrar que quando anunciou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar o decreto, Lima não citou o presidente em nenhum comunicado oficial ou mesmo nas redes sociais. Em entrevistas para veículos de comunicação de Manaus, Lima afirmou “não ver motivo para histeria”.

O que ficou definido

Após a reunião, David Almeida anunciou que uma Carta Aberta seja enviada ao governo federal solicitando que os incentivos a ZFM sejam mantidos, garantindo assim a competitividade do modelo econômico instalado no Amazonas.

De acordo com o deputado Marcelo Ramos, a resposta do Amazonas à decisão federal deve ser imediata vista a urgência na implantação de um novo decreto. “Precisamos de uma alternativa que mantenha o decreto no resto do país, mas preserve a Zona Franca. Não podemos falar de uma nova matriz econômica nesse momento, porque a implementação do decreto é para amanhã, e a criação desse novo sistema é para 30 anos. Não podemos deixar a população do Amazonas passar necessidade nesse período”, finalizou.

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