Amazonas

FVS segue investigando causa de doença transmitida por alimento em Manacapuru

Continua a investigação da causa do surto na comunidade Irapajé, na zona rural de Manacapuru (a 68 quilômetros a oeste de Manaus), que já atingiu 44 pessoas. Principal suspeita é a ingestão de tucumã contaminado

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) segue com a investigação da causa do surto de Doença Transmitida por Alimento (DTA), na comunidade Irapajé, na zona rural de Manacapuru (a 68 quilômetros a oeste de Manaus). Até esta sexta-feira (16/07), o número de envolvidos no surto é de 44 pessoas.

Oito pessoas buscaram atendimento médico na rede pública de saúde em Manacapuru, na noite de quinta-feira (15/07/21), alegando episódios de vômito, diarreia e dor abdominal. Cinco delas permaneceram internadas em Manacapuru e duas permanecem internadas na rede pública de saúde em Manaus.

A ingestão do tucumã é uma das suspeitas levantadas para o surto de DTA. As amostras do fruto foram coletadas e encaminhadas, nesta sexta-feira (16/07/21), ao Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen/FVS-RCP) para análise bromatológica, destinada à verificação da composição, propriedades físicas, químicas, toxicológicas e ação do fruto no organismo.

“Os técnicos das vigilâncias Epidemiológica e Sanitária da FVS-RCP retornaram de Manacapuru, na noite de quinta-feira (15/07), a Manaus. Vamos aguardar as análises laboratoriais que deve detectar se o tucumã está contaminado”, afirma o diretor-presidente da FVS-RCP, Cristiano Fernandes.

De acordo com o gerente do Departamento de Vigilância Epidemiológica da FVS-RCP (DVE/FVS-RCP), Alexsandro Melo, o fruto está sendo analisado e o prazo para emissão de laudo é de cerca de 15 dias, dependendo da complexidade do processo. “O prazo para análises simples tem prazo mais curto, de até 72 horas, mas esse tipo de exame pode ter tempo de estendido, podendo até a amostra ser encaminhada para análise laboratorial para fora do estado”, detalha Alexsandro.

Os surtos de DTA são inseridos nas Doenças de Notificação Compulsória Imediata (DNCI) e as secretarias municipais de saúde devem notificar a FVS-RCP, obrigatoriamente em até 24 horas, suspeitas de agravos desse tipo de doença.

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