Amazonas

Em 2021, rendimento domiciliar no Amazonas tem menor valor já registrado

No ano de 2021, a população do Amazonas teve o pior rendimento domiciliar já registrado no país segundo o IBGE. O índice que mede a desigualdade e a concentração de renda também aumentou no mesmo período

No ano de 2021, a população do Amazonas teve o pior rendimento domiciliar já registrado no país. A renda média mensal domiciliar por pessoa passou de R$ 893 em 2020 para R$ 810 em 2021, no Amazonas. Este é o menor valor da série histórica, iniciada em 2012, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada nesta sexta-feira (10/06/2022) pelo IBGE.

O percentual de pessoas em todo o estado com algum rendimento, de qualquer tipo, passou de 50,4%, em 2020, para 49,3%, em 2021, o equivalente a 2,02 milhões de pessoas. Este é o menor nível desde 2017 (49,0%). A pesquisa também mostra que a desigualdade de renda aumentou no Amazonas no mesmo período. O índice de Gini, instrumento para medir o grau de concentração de renda em determinado grupo, criado pelo italiano Conrado Gini, alcançou 0,541, em 2021, frente a 0,533, em 2020. Ou seja, a desigualdade aumentou no Estado.

Devido à pandemia do novo coronavírus e à necessidade de distanciamento social, em 2020, o governo federal criou o auxílio emergencial, benefício destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados.

Esse benefício esteve presente em 18,0% (202 mil) dos domicílios do Amazonas em 2021, após totalizar 36,1% (395 mil) dos domicílios em 2020, redução que pode ser explicada por mudanças na concessão do auxílio realizadas com a flexibilização das medidas sanitárias. Como parte dos beneficiários do Programa Bolsa Família passou a receber o auxílio emergencial, entre 2019 e 2020 houve redução da proporção de domicílios que recebiam tal benefício.

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