Amazonas

Desde que assumiu, Wilson Lima ainda não teve contas apreciadas pelo TCE-AM

Alegando "problemas técnicos", mas sem especificar quais e por que eles não foram resolvidos ao longo dos últimos dois anos, Tribunal de Contas do Amazonas está há quase dois anos sem apreciar contas do governador Wilson Lima e sem previsão para isso

Corrigida às 12h30 do dia 23/11/21

Desde que assumiu o governo do Amazonas, em janeiro de 2019, o governador Wilson Lima ainda não teve as contas da sua administração apreciadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM). Após uma série de adiamentos, uma nova data deveria ter sido definida pelos relatores das contas, respectivamente, conselheiro Ari Moutinho Júnior e conselheiro Érico Desterro, e pelo colegiado na 24ª Sessão Ordinária, ocorrida na última quarta-feira (21/07/21), o que acabou não acontecendo.

Questionada a respeito, a assessoria do tribunal disse ao Vocativo que a análise das contas do governador do Amazonas, Wilson Lima, no exercícios dos anos de 2019 e 2020, foi adiada por “problemas técnicos identificados durante a abertura dos canais de transmissão das referidas sessões”. Não foram explicados, no entanto, quais seriam esses problemas e por que eles não foram resolvidos ao longo dos últimos dois anos.

Toda essa situação acontece em momento constrangedor para a corte. Durante depoimento do deputado estadual Fausto Junior (MDB), na CPI da Pandemia no Senado no último dia 29 de junho, o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), acusou a conselheira do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Yara Lins de ter sido beneficiada pelo governo local em troca de proteção ao governador Wilson Lima. 

Yara é mãe exatamente de Fausto, que por sua vez foi relator de uma comissão de inquérito na Assembleia Legislativa do Amazonas e, em seu relatório final, não pediu o indiciamento do governador, o que causou estranheza a vários senadores.

Aziz chegou a pedir transferência de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático do deputado e da conselheira, além dos registros de voos de Fausto Junior e de seus familiares mais próximos nos dois últimos anos para as empresas aéreas Azul, Gol e Latam. Mas ambos foram negados pelo ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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