Amazonas

Deputado propõe título de cidadão do Amazonas a Luciano Hang e Marcos Rogério

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) vota nas próximas semanas os Projetos de Lei (PL) que concedem o Título de Cidadão do Amazonas ao senador Marcos Rogério (DEM-RO), ao empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, e ao ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Wagner Rosário. Os Projetos são de autoria do deputado estadual Fausto Jr. (MDB). O deputado ganhou destaque ao ser ouvido na CPI da Pandemia no Senado, em junho deste ano.

De acordo com o parlamentar, os títulos servem “como reconhecimento ao trabalho dos três homenageados em defesa do povo do Amazonas durante a pandemia do coronavírus”. O primeiro homenageado com o Título de Cidadão do Amazonas é o senador Marcos Rogério. Ele é membro da CPI da Covid no Senado, onde se destacou pela defesa das ações presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido).

Fausto argumenta também que Luciano Hang mobilizou mais de R$ 1,2 milhão para ajudar o Estado durante a crise do oxigênio, ocorrida em fevereiro e março deste ano. Segundo o deputado, Luciano Hang comprou 200 cilindros de oxigênio que foram trazidos para o Amazonas em aviões fretados pelo empresário.

O empresário, no entanto, é acusado de financiar a divulgação de notícias falsas, de ter sido integrante do “gabinete paralelo” (grupo que teria aconselhado o presidente Jair Bolsonaro no enfrentamento à pandemia e que defendia o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19) e de ter financiado atos antidemocráticos durante as comemorações de 7 de setembro e de ter participado de tratativas para a compra da vacina chinesa CanSino (sobre a qual há suspeita de irregularidades).

O outro homenageado é o ministro da CGU, Wagner de Campos Rosário. Ele é um dos responsáveis pela investigação Federal sobre desvios na Saúde Pública do Amazonas durante a pandemia. Wagner Rosário, na função de ministro-chefe da CGU, encabeçou as investigações feitas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. As provas coletadas por Rosário apontam possível esquema de desvio de recursos públicos na antiga Susam.

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