Amazonas

CPI aprova pedidos de informação sobre ‘aplicativo da cloroquina’ lançado no Amazonas

Aplicativo TrateCov foi lançado no Amazonas no dia 04 de janeiro deste ano e seria usado para distribuir o chamado “tratamento precoce” contra a Covid-19

Além da convocação de ministros, a comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investiga as ações do governo e o uso de verbas federais na pandemia de covid-19 aprovou nesta quinta-feira (29) requerimentos de informação propostos pelo relator, Renan Calheiros (MDB-AL). Entre eles, está um pedido sobre dados relacionados a um aplicativo do Ministério da Saúde que recomendava o uso de cloroquina.

“Solicitamos os registros de ações e documentos do governo federal relacionados a medicamentos sem eficácia comprovada, tratamentos precoces, inclusive indicados em aplicativos como TrateCov, plataforma desenvolvida pelo Ministério da Saúde”, apontou Renan. 

A CPI também aprovou pedido de informação sobre a crise sanitária no Amazonas. O colegiado requer que as autoridades sanitárias do estado encaminhem todos os pedidos de auxílio e de envio de suprimentos hospitalares, em especial oxigênio, e cobra respostas do governo federal. 

O lançamento do aplicativo TrateCov foi feito em solenidade na sede do governo do Amazonas no dia 04 de janeiro deste ano. Na ocasião, a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde e representante da pasta, Mayra Pinheiro defendeu o chamado “tratamento precoce”, que seria distribuído por meio do software. O então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello voltou a defender o tratamento em outra cerimônia, no dia 11 de janeiro.

O “tratamento precoce” defendido pela secretária consiste em medicamentos como a hidroxicloroquina, ivermectina, azitromicina e vitaminas, que são ineficazes contra a doença. “Vemos notícias na imprensa, muitas vezes espalhando desinformação, de que o tratamento não funciona. Temos uma série de evidências de que funciona, inclusive com aval do Conselho Federal de Medicina (CFM)”, disse à época.

Com o colapso do sistema de saúde dez dias depois e a investigação envolvendo a ação do governo federal na crise, Pazuello mudou a narrativa, suspendeu o uso do aplicativo e passou a negar que ele seria usado para a distribuição do “kit covid”. No entanto, durante a própria transmissão da cerimônia pelas redes sociais do governo do Estado, a secretária confirma o real objetivo do software.

Com informações da Agência Senado. Foto: Diego Peres/Secom

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