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Covid-19: em 2022, Amazonas tem indicadores piores do que janeiro de 2021

Entre 01 e 22 de janeiro de 2021, o número de internações por Covid-19 no Amazonas passou de 460 para 1.151 (aumento de 150%). No mesmo período deste ano, o salto foi de de 21 para 448 (aumento de 2.033%). Número de casos cresceu 25%

Janeiro de 2021 foi o pior mês da pandemia do coronavírus no Amazonas, quando foi registrado o pico da segunda onda da Covid-19, causando o colapso no fornecimento de oxigênio para pacientes internados em Manaus. No entanto, alguns indicadores neste começo de 2022 já são piores do que o mesmo período do ano passado, causados pela variante Ômicron.

Pra se ter uma ideia, segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) entre os dias 01 e 22 de janeiro de 2021 foram registrados 43.583 novos casos de Covid-19. Já entre o dia primeiro deste mês e este sábado, 22 de janeiro de 2022, foram 54.912 novos casos, o que representa aumento de 25% no total em relação ao mesmo período no ano passado.

Com relação às internações, os números são ainda mais impressionantes. Entre 01 e 22 de janeiro de 2022, o número de internações saiu de 460 para 1.151, o que representa aumento de 150%. Este ano, por sua vez, elas saltaram de de 21 para 448, o que embora pareça pequeno em números absolutos representa aumento de 2.033%. As internações em UTI também aumentaram em uma velocidade incrivelmente rápida. Nos primeiros 21 dias de 2021, elas passaram de 313 para 631 (aumento de 101%). Este ano, subiram de 18 para 88 (aumento de 388%).

A boa notícia é que, pelo menos por enquanto, o número de óbitos não apenas não seguiu essa proporção como apresentou queda. Nos primeiros 21 dias de 2021, elas passaram de 5.296 para 6.889 (uma diferença de 1.593 a mais ou aumento de 30%), enquanto este ano subiram de 13.836 para 13.881 (45 a mais, o que representa aumento de apenas 0,3%).

Dois fatores que contribuem para essa queda nos óbitos. O primeiro são as taxas de mortalidade por Covid-19 da região Norte em estimativas brutas. Ao padronizar dados por idade, pesquisa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) publicada na revista “Cadernos de Saúde Pública” na quarta-feira (07/07/21) revela aumento expressivo nas taxas de mortalidade de todas as capitais do Norte em relação às suas taxas brutas, especialmente em Manaus.

O segundo é, em parte, a vacinação. Dados parciais do Programa Nacional de Imunização (PNI) apontam que 5.783.092 doses foram aplicadas em todo o Estado até este sábado (22/01), sendo 2.804.498 de primeira dose, 2.309.079 de segunda dose, 56.636 com dose única e 612.791 de 1ª dose de reforço.

O número representa 56% da população total do Amazonas com esquema vacinal completo. Isso protege quem recebeu as doses de desenvolver quadros graves da doença, o que se reflete na baixa quantidade de mortes até aqui, mas esse percentual é insuficiente para barrar a circulação do vírus. A comunidade científica afirma que para isso seria necessário vacinar pelo menos 85% de toda população.

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