Amazonas

Com aglomerações, flutuantes são interditados pela CIF em Manaus

A Central Integrada de Fiscalização (CIF) percorreu oito flutuantes localizados na região do rio Tarumã-Açu, afluente do Rio Negro, em Manaus, neste final de semana. Dois estabelecimentos foram interditados e um foi notificado por irregularidades como aglomeração e até falta de licença sanitária para operação.

Os flutuantes foram vistoriados nas tardes de sábado (10/04) e domingo (11/04). Ao todo, dois locais foram interditados e um foi autuado pelos órgãos de fiscalização. Além das notificações, os agentes também realizaram o trabalho de orientação quanto ao cumprimento do decreto e observaram a higiene e as condições dos estabelecimentos.

No sábado, as equipes vistoriaram quatro estabelecimentos. Entre eles, os flutuantes Sun Paradise e Flutuante da Tia, que receberam orientações sobre a licença sanitária e condutas de prevenção.

Já neste domingo, o flutuante Pérola Negra foi autuado, e o Tupinambar foi interditado pela Vigilância Sanitária Municipal (Visa Manaus), por não ter licença sanitária. Além de não estar regularizado, o local estava com aglomeração.

O inspetor de saúde da Fundação de Vigilância Saúde do Amazonas (FVS-AM), Roger Pacheco, apontou que, devido à quarentena, as pessoas sentem a necessidade de sair com os seus familiares e voltar à vida normal, mas esse é um ato que representa perigo.

“O decreto não garante que você não vai pegar o vírus, as pessoas não compreendem essa parte. A responsabilidade também é da população. Os órgãos não conseguem estar em todos os lugares ao mesmo tempo para verificar o excesso de pessoas, todo mundo precisa fazer a sua parte”, ressaltou Roger.

O flutuante Anaconda, localizado na margem esquerda do Rio Negro, também foi interditado por não possuir licença sanitária e excesso de banhistas. Os fiscais identificaram precariedade na estrutura do estabelecimento.

“As pessoas não estão obedecendo. De todos os flutuantes que nós visitamos, um apenas estava dentro das normas de aglomeração, distanciamento, quanto ao uso de máscara, equipamentos de segurança pelos próprios funcionários. Nos demais, infelizmente, falta a conscientização da população e dos empresários”, disse a delegada Marna Miranda, da Polícia Civil do Amazonas.

Com informações da Secretaria de Estado da Comunicação (Secom). Foto: Alberto Pelegrine Neto/SSP-AM

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