Amazonas

Amazonas registra mais sete casos notificados em surto de rabdomiólise

Foram confirmados mais sete casos de rabdomiólise em surto que já infectou 33 pessoas no Amazonas. Vigilância em Saúde segue realizando investigando. Casos notificados podem estar associados à ingestão de peixes contaminados


A Vigilância em Saúde do Amazonas recebeu mais sete notificações de casos de rabdomiólise, neste domingo (29/08/21). Ao todo, são 33 casos da síndrome notificados no estado, 29 em Itacoatiara (sendo um óbito), dois em Manaus, um em Caapiranga e um em Autazes. A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) segue realizando a investigação epidemiológica do surto.

De acordo com o diretor-presidente da FVS-RCP, Cristiano Fernandes, está sendo reforçada a investigação epidemiológica dos casos. “Todos os casos notificados podem estar associados à ingestão de peixes. Ainda não há consenso no meio científico sobre a toxina que contamina os pescados. A Vigilância está se concentrando em detectar precocemente os casos e monitorar para que haja o manejo clínico adequado para os pacientes”, explica o diretor-presidente da FVS-RCP.

Das sete novas notificações registradas, cinco são de Itacoatiara, uma de Manaus e uma de Autazes. Neste domingo (29/08), seguem internadas 18 pessoas, sendo duas pessoas de Manaus, uma de Caapiranga, uma de Autazes e 14 pessoas de Itacoatiara (12 adultos e duas crianças). Os demais pacientes receberam alta hospitalar.

Segundo a coordenadora do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS/FVS-RCP), Liane Souza, os pacientes internados estão clinicamente estáveis. “Todo o monitoramento periódico do estado de saúde e a atenção dada aos pacientes está sendo realizada sob o olhar da vigilância”, acrescenta a técnica.

Rabdomiólise – A rabdomiólise é uma síndrome clínico-laboratorial que decorre da lesão muscular com a liberação de substâncias intracelulares para a circulação sanguínea. Ocorre normalmente em pessoas saudáveis, na sequência de traumatismos, atividade física excessiva, crises convulsivas, consumo de álcool e outras drogas, infecções e ingestão de alimentos contaminados, que incluem o pescado. O quadro clínico da doença pode incluir elevações assintomáticas das enzimas musculares séricas (creatinina-fosfoquinase – CPK).

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