Amazonas

Amazonas precisa de R$ 621 milhões para regularizar distribuição de água

Levantamento da Agência Nacional de Águaas aponta que Amazonas precisa de aproximadamente R$ 621,1 milhões em investimentos até 2035 para universalizar o abastecimento de água em todo estado. Brasil precisa de R$ 110 bilhões

O Amazonas precisa de aproximadamente R$ 621,1 milhões em investimentos até 2035 para universalizar o abastecimento de água no estado. É o que revela o Atlas Águas, estudo feito pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), divulgado nesta terça-feira (19/10/21). Os dados por município podem ser consultados aqui.

O valor representa 9,2% de todo o investimento necessário para o Norte, sendo R$ 150 milhões em produção de água (24,15%) e R$ 471,1 milhões em distribuição (75,85%). Além disso, o levantamento da ANA traça um diagnóstico do abastecimento no Amazonas, considerando o tipo de empresa que realiza o serviço, tipos de mananciais utilizados, tipos de sistemas e a população coberta pelo abastecimento urbano de água. Dentre as infraestruturas em produção de água recomendadas, pode-se destacar a implantação de novos poços em Manaus, a ampliação do Sistema Produtor de Parintins e a ampliação do Sistema Produtor de Eirunepé.

Situação nacional

O levantamento mostra ainda que é necessário um investimento total de R$ 110 bilhões até 2035 em infraestrutura de produção e distribuição de água, reposição de ativos dessas infraestruturas, controle de perdas do recurso e medidas voltadas à gestão para melhorar a segurança hídrica das cidades brasileiras. Desse montante, o Sudeste e o Nordeste demandam 76% dos investimentos por terem os maiores contingentes populacionais e, portanto, as maiores demandas pelo recurso.

Em sua segunda edição, o Atlas Águas apresenta um novo índice de segurança hídrica para todos os municípios do Brasil, levando em consideração tanto o Plano Nacional de Segurança Hídrica (PNSH) quanto as recentes crises hídricas ocorridas em diferentes regiões do País. Nesse sentido, o levantamento aponta que 77,3 milhões de brasileiros (36% da população urbana) vivem em 1.975 cidades com abastecimento de água classificado com segurança hídrica média; 50,8 milhões em 785 cidades com segurança hídrica baixa ou mínima; 50,2 milhões em 2.143 sedes urbanas com alta segurança hídrica; e 7 milhões em 667 cidades com segurança hídrica máxima.

Perdas

Com relação às perdas de água no abastecimento, o Atlas indica que 22% das cidades brasileiras utilizam os recursos hídricos de modo ineficiente (Classe D), 13% necessitam reduzir vazamentos (Classe C), 19% têm potencial para melhorias significativas no tema (Classe B) e 46% precisam realizar avaliações para confirmar a efetividade das melhorias nos índices de perdas (Classe A2). Nenhum município brasileiro está na Classe A1, a mais eficiente segundo a classificação internacional. Sobre os índices de cobertura do abastecimento, 3.574 cidades têm índices superiores a 97%; 725 possuem cobertura entre 90% e 97%; 732 sedes urbanas registram um patamar de 70% a 90%; enquanto 539 apresentam índice inferior a 70%.

O objetivo do estudo é fazer o levantamento de investimentos necessários para o abastecimento urbano de água em todas as 5.570 sedes municipais do Brasil – do manancial até as torneiras – de modo que elas possam se planejar para atingir uma maior segurança hídrica.

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