Amazônia

Amazonas possui maior índice de população parda do país

O Amazonas possui a maior população que se identifica etnicamente como parda de todo o país. É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Características Gerais dos Moradores divulgados nesta sexta-feira (22/07/2022) pelo IBGE.

A população parda do Amazonas apresentou, em 2021, o maior percentual entre os Estados e DF: 80,1%, seguido pela população do Amapá (77,3%) e pela do Acre (77,0%). Em 2012, o percentual de pessoas pardas no Estado era de 75,1%. Na distribuição por gênero, 51,5% de homens na população – o maior percentual entre os Estados e o DF, se declarou pardo. Em relação às mulheres, o percentual foi menor, de 48,5%.

População total

A população total do Amazonas foi estimada em 4 milhões e 104 mil pessoas em 2021, o que representa um aumento de 13,8% ante 2012. Já a população de Manaus foi estimada em 2 milhões e 256 mil pessoas, em 2021, aumento de 15,2% em relação a 2012.

O analista da pesquisa, Gustavo Fontes, explica que as estimativas de sexo e classes de idade para Brasil, por ser alinhada com as Projeções Populacionais, ainda não incorporam os efeitos da pandemia, como a queda no número de nascimentos e o aumento dos óbitos. “Com os resultados do Censo 2022, esses parâmetros serão atualizados”, diz. A coleta do Censo começa no dia 1º de agosto.

População de pessoas de até 15 anos cai

Entre 2012 e 2021, o percentual de pessoas abaixo de 15 anos de idade no amazonas caiu 7,9 p.p., no Amazonas, e caiu 4,5 p.p., na capital, Manaus, enquanto houve aumento em todos os grupos acima dessa faixa etária no período. Com isso, pessoas de 16 anos ou mais passaram a representar 72,1% da população total do estado e 76,2% da capital. Esse percentual era de, respectivamente 66,0% e 70,7%, em 2012, início da série histórica da pesquisa.

Em contra partida, o Amazonas possui um dos menores percentuais de pessoas com 60 anos ou mais. Em 2021, a população nesta faixa etária era de 9,3%, a quarta menor entre os Estados e DF. Entre 2012 e 2021, a parcela de pessoas com 60 anos ou mais saltou de 7,0% para 9,3% da população amazonense. Em números absolutos, esse grupo etário passou de 249 mil para 381 mil, crescendo 34,7% no período.

“É uma mudança na estrutura etária da população brasileira, que reflete a queda no número de jovens e o aumento de idosos. Esse indicador revela a carga econômica desses grupos sobre a população com maior potencial de exercer atividades laborais. Sabemos que há idosos ativos no mercado de trabalho, além de pessoas em idade de trabalhar que estão fora da força. Mas o indicador é importante para sinalizar a potencial necessidade de redirecionamento de políticas públicas, inclusive relativas a previdência social e saúde”, avalia Fontes.

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