Amazonas

Amazonas: classes C e D não recuperaram poder de consumo após queda em fevereiro

Após um mês de fevereiro no qual o Amazonas observou uma queda acentuada de 8,1% no consumo das classes C e D, o Estado apresentou um cenário praticamente estável em março, em relação ao mês anterior, com 0,2% de avanço positivo. Os dados são da Pesquisa de Hábitos de Consumo da Superdigital, fintech do Grupo Santander focada em inclusão econômica.

Os destaques de alta foram os setores Prestadores de Serviços (112%), Rede Online (19%), Combustível (18%), Transporte (12%), Drogaria/Farmácia (6%), Serviços (5%), Telecomunicação (3%) e Lojas de Roupas (2%). Já as quedas ficaram por conta dos setores de Automóveis e Veículos (-61%), Diversão e Entretenimento (-39%), Hotéis e Motéis (-28%), Restaurante (-2%), Lojas de Artigos Diversos (-2%) e Companhias Aéreas (-2%).

O cenário no Amazonas foi um pouco diferente do observado no Brasil. Segundo o levantamento, os setores que mostraram recuperação mais significativa no País nesse período foram Companhias Aéreas (11%), Rede Online (11%), Automóveis e Veículos (10%), Combustível (7%), Serviços (7%) e Transportes (4%). Na contramão, setores como Diversão e Entretenimento e Telecomunicações recuaram, 9% e 2% respectivamente. No balanço geral, o consumo subiu 1%. Exceto o Sul do Brasil, que mostrou um recuo no consumo das classes C e D (-2,4%), todas as regiões registraram altas, puxadas pelo Centro-Oeste (6,4%), seguido do Nordeste (1,5%); Sudeste (1,4%) e Norte (1,3%).

“Certamente o que impactou os gastos com companhias aéreas foi a alta sofrida nos preços das passagens, decorrente do aumento no valor dos combustíveis. Prova disso é que o próprio gasto com combustível das classes C e D também cresceu. Os preços das passagens aéreas de voos domésticos no Brasil subiram até 40% em março, de acordo com dados de plataformas de emissão de passagens, e a maioria dos bilhetes emitidos pelas classes D e C são para voos domésticos”, explica Luciana Godoy, CEO da Superdigital no Brasil.

O levantamento mostra também que o principal gasto do orçamento das famílias é com Supermercados (37%), seguido de Restaurantes (13%) e Lojas de Artigos Diversos (10%). Em março, 86% dos gastos foram feitos presencialmente, o que representa um ponto percentual a menos em comparação a fevereiro. Ele apontou aumento significativo no ticket médio dos gastos com Companhias Aéreas. Além disso, o ticket médio com Automóveis e Veículos, Rede Online, Lojas de Roupas, Combustíveis e Transportes também aumentou.

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