Manaus, 07 de janeiro de 2026 – A Prefeitura de Manaus prevê gastar R$ 142.766.000,00 com a Secretaria Municipal de Comunicação (SEMCOM) em 2026, enquanto a Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (SEPDEC) contará com apenas R$ 1.737.000,00 para operar ao longo do mesmo ano. Os valores constam na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, sancionada no fim de dezembro e publicada no Diário Oficial do Município.
Na comparação direta entre as duas estruturas, a Prefeitura autoriza R$ 141.029.000,00 a mais para comunicação institucional do que para a área responsável por prevenção e resposta a desastres. Em termos proporcionais, o orçamento da SEMCOM é 82,1911 vezes maior que o da SEPDEC, o que representa uma diferença exata de 8.119,11% entre os recursos destinados às duas áreas em 2026.
Os dados mostram como a Prefeitura distribuiu os recursos públicos no orçamento municipal. Enquanto a SEMCOM concentra valores voltados à divulgação e publicidade das ações municipais, a SEPDEC é o órgão responsável por prevenção, preparação, mitigação e resposta a desastres, incluindo enchentes, alagamentos, deslizamentos e erosões em áreas urbanas.
Essa diferença registrada na LOA 2026 segue a diretriz adotada pela Prefeitura no planejamento de médio prazo. No Plano Plurianual 2026–2029, o município prevê um total de R$ 280.367.000,00 para Divulgação e Publicidade das Ações Municipais ao longo de quatro anos, valor que orienta as dotações anuais autorizadas à Secretaria de Comunicação.
Mais de 112 mil pessoas vivem em áreas de risco em Manaus, aponta SGB
Enquanto o orçamento autoriza recursos elevados para comunicação institucional, dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB) indicam que aproximadamente 112 mil pessoas vivem em áreas classificadas como de risco alto e muito alto em Manaus. O levantamento identifica 438 setores de risco no município, sujeitos a eventos como inundações, alagamentos, enxurradas, erosões e deslizamentos.
De acordo com o SGB, esses setores foram enquadrados nas categorias R3 (risco alto) e R4 (risco muito alto), que exigem ações permanentes de monitoramento, prevenção e resposta por parte do poder público. As áreas mapeadas concentram população vulnerável a eventos hidrológicos e geológicos, especialmente durante o período chuvoso e nas cheias anuais do Rio Negro.
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