Engrenagens

Parlamentares do Amazonas votam a favor de medida que pode encarecer conta de luz

Congresso derruba veto de Lula e aprova medida que pode encarecer a energia no país até 2050. Pela bancada do Amazonas, Eduardo Braga, Omar Aziz, Adail Filho, Amom Mandel, Alberto Neto, Pauderney Avelino e Silas Câmara votaram a favor da derrubada do veto. Plínio Valério e Fausto Jr. foram contrários

As contas de luz dos brasileiros podem ficar até 3,5% mais caras até o ano de 2050 após a derrubada de vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Marco Regulatório da Energia Offshore. A decisão foi tomada em sessão conjunta do Congresso Nacional realizada nesta terça-feira 17/06/2025. Um dos principais pontos rejeitados foi o veto à obrigatoriedade de contratação de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), que deve gerar um impacto financeiro de R$ 197 bilhões, segundo a Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia (Abrasce).

A proposta foi aprovada com amplo apoio de parlamentares, inclusive da base aliada ao governo. A lista completa de nomes e votos da Câmara e Senado está disponível no site do Congresso Nacional. Para saber quem votou por derrubar o veto do governo, confira os votos “NÃO”. Quem votou para manter o veto aparece como “SIM”.

A votação também teve adesão expressiva da bancada do Amazonas. No Senado, os dois representantes do estado, Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD), votaram a favor da derrubada do veto. Já o senador Plínio Valério (PSDB) votou pela manutenção do veto, posicionando-se contra a medida que pode encarecer as tarifas de energia para os consumidores brasileiros.

Na Câmara dos Deputados, quatro parlamentares do Amazonas votaram para derrubar o veto presidencial: Adail Filho (Republicanos), Amom Mandel (Cidadania), Capitão Alberto Neto (PL), Pauderney Avelino (União Brasil) e Silas Câmara (Republicanos). Apenas o deputado Fausto Santos Jr. (União Brasil) votou a favor da manutenção do veto. Os votos dos demais membros da bancada amazonense não constam nos registros divulgados até o momento.

Além da contratação obrigatória de PCHs, outros pontos vetados pelo presidente e restabelecidos pelo Congresso envolvem a instalação de usinas de hidrogênio verde no Nordeste e parques eólicos no Sul, mesmo em locais sem demanda, além da prorrogação de contratos do Proinfra, programa de incentivo a fontes alternativas de energia elétrica. Segundo especialistas e entidades do setor, essas medidas podem resultar em distorções no planejamento energético e aumento de custos para os consumidores nos próximos 25 anos.

Apesar do impacto orçamentário e da resistência do governo, a articulação política garantiu apoio majoritário até mesmo entre partidos aliados do Planalto. No Senado, sete dos votos a favor da derrubada partiram de senadores do próprio PT. No MDB, legenda de Eduardo Braga, foram dez votos. No PSD, partido de Omar Aziz, onze senadores votaram com a maioria. Na Câmara, o PT foi o partido que mais votou pela derrubada, com 63 votos, seguido por União Brasil (39), Republicanos (37), PSD (33) e MDB (28). Partidos de oposição, como PL e PP, também contribuíram com 54 e 28 votos, respectivamente.


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