Engrenagens

Nomeação de Caio André para a SEC revolta trabalhadores da cultura

A nomeação de Caio André para a SEC gerou forte mobilização da classe artística amazonense. Sem histórico no setor, sua escolha foi vista como política pelo governador Wilson Lima. Artistas temem prejuízos à cultura e cobram diálogo do governo, enquanto eventos como o Carnaval seguem incertos

A recente nomeação do ex-presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM) Caio André (União Brasil) para a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC) gerou revolta e protestos entre trabalhadores da cultura do estado. Diversos segmentos artísticos manifestaram preocupação e descontentamento com a decisão do governador Wilson Lima (União Brasil), que optou por um nome sem histórico de atuação no setor cultural.

A articulação coletiva ocorre em um momento crucial para a cultura amazonense, setor essencial para o desenvolvimento social e econômico do estado. Além de preservar a identidade cultural da região, a cultura movimenta a economia local através da produção artística em diversas áreas, como artes plásticas, audiovisual, dança, literatura, teatro e música.

Trabalhadores da classe artística do Amazonas protestam contra nomeação de Caio André. Foto: Divulgação

A nomeação de Caio André foi interpretada como uma decisão política do governador. Isso porque mesmo presidindo o parlamento municipal, André não conseguiu votos suficientes para se reeleger nas últimas eleições, ficando a apenas 62 votos da vitória. Sua gestão na CMM foi alvo de questionamentos sobre transparência pública, incluindo denúncias de funcionários fantasmas e destinação duvidosa de emendas parlamentares.

Diante da confirmação de seu nome à frente da SEC, organizações culturais intensificaram suas reivindicações por maior representatividade na gestão da pasta. Artistas temem que a falta de experiência do novo secretário prejudique iniciativas importantes, especialmente diante da incerteza sobre eventos como o Carnaval, programado para março. A substituição do ex-secretário Cândido Jeremias, que era visto como um gestor técnico qualificado, também tem sido alvo de críticas por parte da classe artística.


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